Reunião inaugural acontece nesta quinta (22), às 14h, na Seplan, em Aracaju. Diversas secretarias e a Defesa Civil se unem para monitorar os efeitos do fenômeno climático no estado.
O Governo do Estado de Sergipe convocou a instalação de uma sala de situação para monitorar o fenômeno El Niño. A primeira reunião está agendada para HOJE, 22 de junho, a partir das 14h, na sede da Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan), em Aracaju.
Integram a sala de situação diversas secretarias, incluindo a de Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi), a de Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), a de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac), a de Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), além da Defesa Civil de Sergipe, da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e do Corpo de Bombeiros Militares (CBM/SE).
O principal objetivo da sala é articular ações entre os órgãos estaduais, visando o monitoramento dos cenários climáticos previstos para os próximos meses. Essa articulação tem como foco a preparação para situações extremas associadas ao fenômeno El Niño. Segundo o secretário da Seplan, é essencial que o enfrentamento aos efeitos do El Niño não se restrinja a ações reativas de curto prazo, mas sim envolva um planejamento estratégico e uma rápida articulação intersetorial.
A criação desta sala de situação, sob a diretriz do Governo do Estado, reflete exatamente esse compromisso. Na Seplan, nosso papel fundamental é garantir que o monitoramento se transforme em ações concretas e transversais. Estamos unindo a expertise climática, a infraestrutura, a agricultura e a assistência social para mitigar os impactos severos previstos para o Nordeste, como a estiagem e as altas temperaturas. Nosso esforço concentrado é antecipar cenários para proteger o cidadão sergipano, blindar nossa produção agrícola e assegurar a resiliência do nosso estado diante dos desafios climáticos que se aproximam.
O fenômeno El Niño, conforme especialistas, se inicia com a chegada do inverno e atinge seu ápice nos últimos meses do ano. Ele deve provocar uma redução das chuvas, calor extremo e riscos de impactos nas usinas hidrelétricas da região Nordeste. Com a alteração do regime de chuvas e o aumento da temperatura, as expectativas para a região incluem secas severas, riscos de incêndios florestais e ondas de calor a partir de agosto e setembro.
Desde maio, a Semac monitora o fenômeno e realiza trabalhos preventivos, orientando sobre os efeitos que podem impactar os recursos hídricos e a produção agrícola, especialmente se o fenômeno se mostrar intenso e persistente.




