O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), reforça o chamado para que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação das crianças em dia. Dados consolidados até novembro de 2025 mostram avanços na cobertura, sobretudo em imunizantes aplicados nos primeiros dias de vida, mas apontam lacunas que exigem atenção constante.
Metas alcançadas e desafios
Segundo a SES, o estado atingiu ou superou a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde em vacinas como a BCG, que protege contra formas graves de tuberculose, e o imunizante contra a hepatite B aplicado até o 30º dia de vida. A cobertura da BCG ultrapassou 100%, resultado atribuído à oferta contínua em maternidades e unidades básicas de saúde.
Em contrapartida, a gerente do Programa Estadual de Imunização, Ilani Paulina, informa que a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a vacina contra hepatite A não atingiram a meta de 95%. A baixa adesão, alerta a gestora, compromete a imunidade coletiva e favorece o retorno de doenças antes controladas.
Influenza em evidência
A procura pela vacina contra a influenza também é considerada insuficiente. O tema ganhou repercussão após a morte de uma universitária de 24 anos, em Aracaju, que possuía comorbidades e não havia se vacinado nos últimos anos. A dose, atualizada anualmente para cobrir as cepas mais circulantes, está disponível gratuitamente nas unidades de saúde até 31 de janeiro.
Covid-19 continua em circulação
A SES lembra que o vírus da covid-19 ainda circula. Pessoas com comorbidades e demais grupos de risco devem manter o esquema vacinal completo, uma vez que qualquer indivíduo pode desenvolver formas graves da doença se não estiver protegido.
Dengue: ampliação da vacinação
Desde janeiro de 2026, a vacina contra a dengue passou a fazer parte da rotina de todos os 75 municípios sergipanos. O público-alvo é formado por adolescentes de 10 a 14 anos, em esquema de duas doses com intervalo de 90 dias. A SES ressalta que o imunizante é seguro e já era oferecido na rede privada antes de entrar no SUS.
Com a chegada do período de altas temperaturas e chuvas, o governo reforça a necessidade de eliminar criadouros do Aedes aegypti, como recipientes com água parada e terrenos baldios, medida considerada complementar à vacinação.
Programa de Imunização
O Programa Estadual de Imunização organiza as vacinas por ciclos de vida — crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos — e só garante proteção quando o esquema é completo. A gerente lembra que o Brasil é referência mundial desde a década de 1970, mas enfrenta queda de cobertura desde 2016, agravada pela desinformação. “Nosso desafio é orientar, esclarecer e garantir que a população se sinta segura para se vacinar”, destaca Ilani Paulina.
Com informações de Infonet
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