Sergipe registrou saldo positivo de 1.076 novos postos formais de trabalho em outubro de 2025, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego na quinta-feira, 27. Com o resultado, o estado alcançou 358.460 pessoas empregadas com carteira assinada.
Desempenho acumulado
Nos últimos 12 meses, de novembro de 2024 a outubro de 2025, foram criadas 15.299 vagas, crescimento de 4,46% no estoque de empregos. O desempenho colocou Sergipe no quinto lugar entre os estados no ranking nacional e no terceiro na região Nordeste. Somente no acumulado de 2025, o saldo já chega a 15.784 novos postos.
Setores que mais contrataram
O setor de serviços liderou a geração de oportunidades em outubro, com 390 vagas. Na sequência aparecem construção civil (383), comércio (174), agropecuária (73) e indústria (56).
Ambiente favorável a investimentos
O governo estadual atribui o avanço na criação de empregos à combinação de responsabilidade fiscal, segurança pública e investimentos estratégicos. A nota A obtida na Capacidade de Pagamento (Capag) do Tesouro Nacional, a consolidação de Sergipe como estado mais seguro do Nordeste e o programa de infraestrutura são citados como fatores que atraíram R$ 1,7 bilhão em investimentos privados entre 2023 e outubro de 2025. O estímulo ao turismo elevou o fluxo de visitantes em 33,77% no período.
Perfil das contratações
Os dados do Observatório do Trabalho, vinculado à Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), mostram mercado mais diverso:
- Mulheres responderam por 43,03% do saldo de empregos em outubro, frente a 40,59% no mesmo mês de 2024.
- Pessoas de 18 a 24 anos ocuparam quase 90% das vagas abertas; a faixa de 30 a 39 anos teve o segundo melhor resultado.
- Trabalhadores pardos (64,8%) e pretos (14,9%) somaram 79,7% dos novos vínculos.
- Candidatos com ensino médio completo concentraram cerca de 70% das admissões.
Programa Primeiro Emprego
O Programa Primeiro Emprego (PPE), desenvolvido pelo governo estadual para jovens de 18 a 29 anos, combina formação teórica e prática. Mais de 45% dos participantes conseguiram o primeiro trabalho formal, segundo a Seteem.
Para o secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, a evolução “tem rosto, identidade e novas histórias”, refletindo maior inclusão de mulheres, jovens e trabalhadores negros no mercado formal.
Com informações de se.gov.br
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