Após a aprovação da proposta que reduz a jornada de trabalho para 6×1 pela Câmara dos Deputados, o senador Rogério Marinho (PL-RN) apresentou uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado. A nova proposta da oposição visa permitir a negociação da carga horária entre empresas e trabalhadores, oferecendo maior liberdade e autonomia ao empregado.
A PEC promove a escolha do trabalhador entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e uma jornada flexível que se baseia nas horas trabalhadas. Com essa flexibilidade, o trabalhador poderá optar pelo modelo de jornada que melhor atenda às suas necessidades pessoais e profissionais.
O texto da proposta estabelece um valor mínimo para a hora trabalhada sob o regime de jornada flexível. Esse valor será calculado de forma proporcional ao salário mínimo ou ao piso salarial da categoria, considerando a jornada máxima de 44 horas semanais.
A proposta de Rogério Marinho será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A oposição a apresenta como uma alternativa ao fim da escala 6×1, que foi aprovada na Câmara dos Deputados na noite do dia 27 de maio.
“Nosso objetivo é garantir que os trabalhadores tenham mais liberdade para escolher a jornada que melhor se adapta à sua realidade”, afirmou Marinho durante a apresentação da PEC.
A iniciativa gerou debates acalorados entre os parlamentares, com defensores da proposta ressaltando a importância de se adaptar às novas dinâmicas do mercado de trabalho. Por outro lado, críticos expressaram preocupações sobre a possibilidade de precarização das relações trabalhistas.
A proposta de Marinho poderá impactar a rotina de milhões de trabalhadores e a relação entre empregados e empregadores, caso seja aprovada. A expectativa é que o debate sobre a PEC ganhe força nas próximas semanas, à medida que mais detalhes forem discutidos nas comissões do Senado.
Siga o Sergipe News e receba as notícias de Sergipe em primeira mão.








