Teve início nesta segunda-feira, 3, no Complexo Cultural Gonzagão, em Aracaju, o curso do projeto Sanfoneiras de Sergipe, promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap).
A iniciativa oferece aulas gratuitas de sanfona para mulheres com 18 anos ou mais e tem duração prevista de seis meses. As turmas serão conduzidas pelo músico Lucas Campelo, que combinará teoria e prática com foco no repertório do forró, reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Imaterial Brasileiro.
Políticas públicas e igualdade de gênero
A secretária da SPM, Danielle Garcia, afirmou que o começo das atividades “representa nova etapa de fortalecimento das políticas públicas voltadas ao protagonismo feminino e à cultura popular”. Segundo ela, aprender a tocar sanfona amplia possibilidades profissionais e reforça a presença das mulheres na música regional.
Para o presidente da Funcap, Gustavo Paixão, o projeto consolida ações culturais alinhadas à igualdade de gênero. “As Sanfoneiras de Sergipe valorizam a mulher nordestina e preservam uma das expressões culturais mais significativas do país”, declarou.
Primeiras notas e expectativas
No primeiro dia de aula, participantes conheceram o espaço, manusearam os instrumentos e realizaram exercícios iniciais. Entre elas está Salete Oliveira, 76 anos, que já tocava flauta e violão e agora realiza o sonho de aprender sanfona. A confeiteira Célia dos Santos e Gilzanira de Lima, 68 anos, também destacaram a chance de concretizar um desejo alimentado desde a infância.
A professora Laíse Cassiano viu no curso a oportunidade de recomeçar após o diagnóstico de uma doença: “Participar das aulas me dá motivos para sorrir e seguir em frente”, relatou.
O instrutor Lucas Campelo ressaltou que o projeto marca um avanço na representatividade feminina na cena musical sergipana, tradicionalmente dominada por homens. “Estamos felizes e ansiosos para contribuir com essa iniciativa inédita”, disse.
Com seis meses de duração, o curso pretende formar novas sanfoneiras, fortalecer a cultura nordestina e ampliar a participação das mulheres no cenário artístico local.
Com informações de Governo de Sergipe
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