O senador Rogério Carvalho (PT) decidiu integrar o palanque do governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), na tentativa de ampliar sua base de apoio para disputar a reeleição em 2026. Segundo o parlamentar, o alinhamento tem como objetivo fortalecer a bancada petista no Senado e garantir a governabilidade de um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A aproximação, no entanto, gerou desconforto entre setores da esquerda sergipana. Aliados históricos do PT avaliam que a adesão ao projeto político de Mitidieri, adversário de Carvalho na eleição estadual de 2022, pode afastar parte do eleitorado progressista, sem a garantia de atrair simpatizantes da direita.
Críticos comparam o movimento atual ao episódio de 1998, quando o então governador Albano Franco (PSDB) recebeu o apoio de Jackson Barreto (MDB) — rival na disputa de 1994 — em troca de respaldo para a campanha ao Senado. Na ocasião, Barreto acabou derrotado pela senadora Maria do Carmo Alves (sem partido), enquanto Franco foi reeleito.
Assim como Albano, Mitidieri administra o estado após a venda de uma empresa pública — a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) — fator que, segundo analistas políticos citados pelo entorno petista, reforça o paralelo histórico. Há quem avalie que Rogério Carvalho corre o risco de repetir o resultado de Jackson Barreto, sofrendo rejeição de antigos apoiadores sem conquistar o voto conservador.
Até o momento, o senador mantém o discurso de que a nova aliança se justifica pela necessidade de “pensar no país” e ampliar a representação governista no Congresso. Já o governador Fábio Mitidieri destaca que a adesão de Carvalho fortalece sua base de sustentação política no estado.
Com informações de Infonet
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