O relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado foi rejeitado pelos integrantes do colegiado. O documento deixou de mencionar nomes apontados como ligados a organizações criminosas e levantou críticas por abordar temas fora do escopo inicial da investigação.
Principais pontos omitidos
De acordo com parlamentares que participaram da CPI, o texto não incluiu referências a chefes do Comando Vermelho, ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar (União) – atualmente preso –, nem a empresas de apostas suspeitas de lavagem de dinheiro. Também ficaram de fora o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, acusado de ter participado na venda do banco BRB ao empresário Daniel Vorcaro, e o senador Ciro Nogueira (PP), citado por Vorcaro como “amigo de longa data”.
Críticas ao foco no Supremo Tribunal Federal
Durante a elaboração do relatório, Vieira incluiu ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que foi interpretado por colegas como tentativa de ganhar apoio de eleitores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2019, o parlamentar já havia defendido a criação de uma “CPI da Toga” para investigar ministros da Corte.
Consequências políticas
Com a rejeição do texto, o senador pode ser alvo de processo por eventual abuso de poder político, o que poderia levar à sua inelegibilidade. Mesmo diante da possibilidade de ação judicial, Vieira continua exercendo o cargo de delegado de polícia, função na qual possui estabilidade.
O desfecho da CPI encerrou-se com o arquivamento do relatório, que não recebeu apoio suficiente para avançar no Senado.
Com informações de Portal Infonet
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