Oito alunas foram detidas no Quênia, suspeitas de estarem envolvidas em um incêndio criminoso que resultou na morte de 16 estudantes em um internato feminino. O incidente ocorreu na madrugada de quinta-feira, 28 de maio, na Utumishi Girls’ Academy Senior School, localizada em Gilgil, no centro-oeste do país.
A tragédia também deixou 79 estudantes feridas, e as autoridades locais já iniciaram as investigações sobre o caso. Segundo a Diretoria de Investigações Criminais da polícia, as investigações preliminares apontaram que as oito garotas planejavam e executaram o ato criminoso. Elas foram presas e estão sob custódia policial.
“As oito meninas foram presas desde então e estão atualmente sob custódia da polícia”, afirmou a polícia em comunicado.
O ministro da Educação, Julius Ogamba, em uma coletiva de imprensa, revelou que dois professores da escola haviam sido alertados sobre os planos das alunas, mas não tomaram nenhuma providência para evitar o desastre. Além disso, Ogamba destacou que a escola não seguiu as normas de segurança, mencionando a superlotação nos dormitórios e a saída de emergência que estava trancada durante o incêndio.
Como resposta à tragédia, o governo decidiu dissolver o Conselho de Administração da escola e tomará as devidas medidas legais e disciplinares contra quaisquer funcionários que tenham falhado em suas obrigações. O ministro enfatizou a necessidade de garantir a segurança dos alunos em instituições de ensino.
Este não é o primeiro incidente trágico em escolas no Quênia. Em 2024, um incêndio em um internato primário no condado de Nyeri resultou na morte de 21 alunos, e até hoje a causa desse incêndio permanece indeterminada. O pior incêndio registrado em escolas quenianas ocorreu em 2001, quando 67 estudantes perderam suas vidas na Escola Secundária Kyanguli, nos arredores de Nairóbi, um caso que foi considerado um incêndio criminoso.
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