O Palácio do Planalto foi surpreendido pela decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que classificou as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A informação foi confirmada por fontes próximas ao governo federal.
Celso Amorim, assessor-chefe especial para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comentou sobre a situação, ressaltando a importância da segurança pública para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil. “Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável”, afirmou Amorim.
A classificação das facções como organizações criminosas foi discutida durante um encontro que ocorreu na quarta-feira, 27 de maio, na Casa Branca. Participaram do encontro o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que se reuniram com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o vice-presidente do país, JD Vance.
Flávio Bolsonaro confirmou a informação a jornalistas, afirmando que a proposta foi bem recebida por Rubio. O senador mencionou que os grupos ainda não foram oficialmente classificados dessa forma por solicitação do governo Lula, e destacou que Rubio foi mais enfático do que o ex-presidente Donald Trump sobre o assunto.
A decisão dos Estados Unidos pode ter implicações significativas nas relações bilaterais e na atuação do governo brasileiro no combate ao crime organizado. Embora o governo brasileiro tenha expressado a necessidade de cooperação internacional no combate ao crime, a classificação como organizações terroristas pode trazer desafios adicionais para a administração atual.
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