A Polícia Federal (PF) recuperou e devolveu, na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, duas peças sacras que haviam sido furtadas da Igreja da Irmandade da Virgem e Mártir Santa Luzia, situada na região central do Rio de Janeiro.
As peças, que são dois tocheiros sacros, foram localizadas em uma fazenda no município de Vassouras, no interior do estado, onde estavam sendo utilizadas como abajures.
A investigação teve início após a PF receber uma denúncia sobre a localização dos objetos na fazenda. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizou uma visita ao local e confirmou que os itens pertenciam ao conjunto que decorava o retábulo do consistório da Igreja de Santa Luzia, um patrimônio tombado.
Com base nas informações coletadas, a Polícia Federal abriu um inquérito e, após realizar perícias e investigações, determinou que os tocheiros faziam parte do acervo histórico, artístico e cultural da igreja. Diante disso, os bens foram apreendidos e devolvidos ao seu local de origem.
A Igreja de Santa Luzia, que foi inaugurada em 1752, está situada em um ponto histórico, exatamente onde antes existia um estreito caminho entre a antiga Praia de Santa Luzia e o sopé do Morro do Castelo.
Durante sua reconstrução no século XVIII, a igreja substituiu uma ermida que havia se deteriorado, e as águas da Baía de Guanabara chegavam quase às suas portas.
O Morro do Castelo, que possui grande significado para a história da cidade, foi completamente demolido em 1922, em um processo de modernização do centro urbano carioca.
Santa Luzia é reconhecida como padroeira e protetora dos olhos, e a tradição católica a invoca para a cura de doenças oculares e para auxílio aos que sofrem de cegueira.
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