Levantamento encomendado pelo O Boticário à consultoria On The Go revela que 88% dos moradores do Nordeste já foram alvo de comentários ofensivos, comparações ou críticas feitas por parentes. Entre os autores mais citados estão irmãos (34%), tios (31%) e pais.
A pesquisa ouviu cerca de 2 mil brasileiros em todas as regiões. No recorte nacional, 50% dos relatos de bullying familiar dizem respeito à aparência. Mesmo assim, apenas 17% dos participantes conversam com frequência sobre o desconforto provocado por essas situações.
Impacto e desejo de mudança
Apesar do silêncio predominante, 71% dos entrevistados acreditam que palavras positivas têm poder para melhorar relações. Quando questionados sobre o que gostariam de ouvir em casa, citaram incentivo, acolhimento, respeito e afeto.
Mulheres e jovens são mais afetados
O estudo mostra que 59% das mulheres e 28% dos jovens de 18 a 24 anos se dizem mais sensíveis a comentários negativos dentro da família. Nove em cada dez pessoas desses grupos afirmam que episódios recorrentes prejudicam a autoestima.
Campanha de Natal
Os dados sustentam a campanha natalina do O Boticário, intitulada “Palavras deixam marcas, que sejam de amor”. Segundo Carolina Carrasco, diretora de branding e comunicação da marca, o objetivo é estimular reflexões sobre a forma de se comunicar em família.
A diretora de insights da On The Go, Ana Cavalcanti, destaca que compreender o fenômeno é fundamental para promover mudanças: “Conversas afetuosas têm impacto significativo no bem-estar e na autoestima”.
O levantamento é classificado como pesquisa de opinião com foco de mercado, sem caráter acadêmico. Para o estudo, bullying familiar foi definido como comentários ou atitudes recorrentes entre parentes que provoquem desconforto emocional.
Com informações de Infonet
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