O ex-diplomata venezuelano Edmundo González Urrutia defendeu a realização de novas eleições presidenciais na Venezuela, afirmando que essa é uma medida essencial para consolidar o retorno do país à democracia. Em uma mensagem em vídeo gravada diretamente de seu exílio na Espanha no dia 30 de maio, González expressou seu apoio à estratégia de transição proposta por María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, após a prisão do ex-ditador Nicolás Maduro por militares americanos no início deste ano.
A reunião de cúpula das forças democráticas venezuelanas, realizada no Panamá, resultou em um roteiro político unificado. Ao final do encontro, María Corina Machado assinou uma carta oficial exigindo a abertura imediata de negociações com a administração interina do país. Essa ação visa organizar uma votação livre, transparente e soberana, para preencher o vácuo de poder deixado pela saída do antigo chefe do regime chavista.
“Apoiar o novo processo eleitoral é a única forma de honrar a liberdade do povo”, afirmou González.
González, que disputou as eleições de julho de 2024 como o candidato oficial do grupo opositor após a inabilitação de María Corina, denunciou que o Conselho Nacional Eleitoral proclamou a vitória de Maduro para um terceiro mandato consecutivo sem publicar as atas detalhadas de apuração em seu site oficial. O regime alegou um ataque hacker aos computadores como justificativa para não divulgar o resultado real das urnas eletrônicas.
A oposição venezuelana, por sua vez, recolheu e divulgou na internet cópias de mais de 80% das atas impressas pelas seções eleitorais, que comprovam a vitória esmagadora de González. O ex-diplomata teve que fugir para a Europa em setembro de 2024 para escapar de um mandado de prisão por motivação política. Ele se considera o guardião do voto popular e enfatiza a importância das novas eleições para o futuro democrático do país.
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