A Agência Espacial Americana (Nasa) apresentou os primeiros passos para a construção de uma colônia humana na Lua, com previsão para a próxima década. O administrador da Nasa, Jared Isaacman, anunciou que três missões robóticas à superfície lunar serão lançadas antes do final deste ano.
As missões serão realizadas por empresas privadas. A primeira delas, denominada Moon Base 1, será conduzida pela Blue Origin, que planeja realizar um pouso no polo sul lunar no segundo semestre. O veículo Blue Moon fará sua estreia nessa missão, que foi escolhida para localizar a futura base lunar.
“Estamos otimistas em relação ao potencial da exploração lunar e ao desenvolvimento de uma presença humana sustentável no nosso satélite natural”, afirmou Isaacman.
Além da Blue Origin, a Nasa também contará com uma versão avançada do Blue Moon que competirá com a Starship, desenvolvida pelo bilionário Elon Musk, para o transporte dos primeiros astronautas nas missões Artemis 4 e Artemis 5.
A Astrobotics será responsável pela missão Moon Base 2 ainda neste ano, com o objetivo de pousar o veículo Griffin na Lua, após o fracasso da primeira tentativa em janeiro de 2024. A Intuitive Machines também participará, assumindo a terceira missão após enfrentar dificuldades com a sonda Athena em uma tentativa anterior.
O programa da Nasa prevê a realização de bases provisórias até 2029. O engenheiro Carlos García Galán, responsável pelo projeto Moon Base, compartilhou as três fases do plano. A etapa inicial, que começa este ano, tem como foco testar tecnologias e avaliar como os astronautas poderão sobreviver em um ambiente hostil.
O polo sul lunar é conhecido por suas temperaturas extremas, que podem chegar a 200 graus negativos, além de apresentar crateras em escuridão permanente. Para estudar a região, a Nasa enviará veículos de deslocamento, drones e instrumentos científicos.
Entre 2026 e 2029, estão programadas 21 missões para o transporte desses equipamentos. A expectativa é de que as primeiras bases habitáveis provisórias sejam instaladas até 2029, contando com abastecimento de energia solar e nuclear.
A partir de 2032, as bases se tornarão permanentes, com a construção auxiliada por robôs. A colônia lunar contará com veículos pressurizados para deslocamentos de longa distância, um sistema de telecomunicações e centrais nucleares para garantir energia durante as longas noites lunares.


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