Promotores sergipanos participaram de encontro em Salvador para melhorar o atendimento a vítimas de violência de gênero. O objetivo foi alinhar protocolos e integrar tecnologia às Casas da Mulher Brasileira.
O Ministério Público de Sergipe (MPSE) intensificou as discussões para o aprimoramento do fluxo de denúncias de violência de gênero durante o 3º Encontro Nacional dos Pontos Focais do Ligue 180, que ocorreu em Salvador (BA). O evento, promovido pelo Ministério das Mulheres, reuniu integrantes do Sistema de Justiça e da rede de proteção com o objetivo de alinhar protocolos de atendimento e integrar ferramentas tecnológicas da central às novas diretrizes das Casas da Mulher Brasileira, assegurando respostas mais ágeis e eficientes no acolhimento às vítimas.
Durante o encontro, foram apresentadas inovações tecnológicas para a Central de Atendimento à Mulher, incluindo o uso de chatbot no site do Ministério das Mulheres, atendimento via WhatsApp e uma curadoria diária da base de dados. Os participantes deliberaram ainda sobre um novo aplicativo que está em fase final de construção. Esta ferramenta permitirá que os pontos focais estaduais e o Ministério Público interajam diretamente com a central do Ligue 180 em Brasília, agilizando o esclarecimento de dúvidas e o encaminhamento de procedimentos.
O Diretor da Coordenadoria de Apoio às Vítimas (Coavit), Promotor de Justiça Rogério Ferreira, e a Assessora-Chefe de Gabinete da Ouvidoria do MPSE, Nathalia Xavier Feitoza, estiveram presentes no evento. Rogério destacou que o conhecimento aprofundado da plataforma é essencial para que o órgão atue de forma estratégica.
“O Ministério Público precisa interagir nessa plataforma tanto para contribuir com sua construção quanto para compreender suas funcionalidades. Esse novo aplicativo vai dar mais fluidez às demandas recebidas, facilitar a intercomunicação entre os operadores do sistema e dar um retorno mais rápido sobre os casos”,
pontuou.
O Promotor de Justiça também enfatizou a importância de compilar dados precisos para a formulação de ações de combate à violência em diferentes cenários.
“Todas as informações vão para uma base de dados nacional que permite entender como a violência está se movimentando. Com isso, é possível estabelecer políticas públicas voltadas ao foco central dessas agressões nas suas mais diversas modalidades e nos diferentes territórios brasileiros, considerando que cada localidade exige protocolos diferenciados”,
explicou Rogério Ferreira.
O alinhamento aos novos fluxos reflete diretamente na atuação institucional em Sergipe, especialmente na Casa da Mulher Brasileira, onde o MPSE possui assento por meio do Centro de Apoio Operacional (CAOp) da Mulher, da Ouvidoria e da Coavit. A articulação contínua visa otimizar o atendimento prévio e garantir uma resposta jurídica mais célere para a proteção das vítimas e a conclusão dos procedimentos investigativos.
“É fundamental estarmos afinados com esses protocolos nacionais para utilizar as informações que chegam até a Casa da Mulher Brasileira, alcançando as vítimas diretas e indiretas de crimes. Nosso papel é dar a melhor assessoria possível a essas mulheres no plano individual, mas também no plano processual, agilizando a persecução criminal para que os inquéritos e processos sejam concluídos em prazo razoável e a justiça seja feita”,
concluiu o Diretor da Coavit.
Fonte: Ministério Público de Sergipe (MPSE)
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