No futebol sergipano, tem gente que entra em campo só para aparecer na foto e tem gente que passa a vida inteira carregando o estádio nas costas. Milton Dantas, o famoso Miltinho, pertence claramente ao segundo time. Sua reeleição à presidência da Federação Sergipana de Futebol não foi surpresa, foi consequência. Quando um dirigente consegue unir clube, cartola, advogado, torcedor e ainda sair sorrindo da reunião, não estamos falando de sorte, estamos falando de habilidade política e de muito trabalho acumulado.
Miltinho construiu sua trajetória no futebol com a calma de quem fala baixo, mas resolve alto. Foi presidente do Confiança, ocupou funções estratégicas dentro da Federação e hoje vai para mais um mandato mostrando que continuidade também pode ser sinônimo de competência. Não é figura de grito, é figura de bastidor. E no futebol, muitas vezes quem resolve não é quem está no microfone, mas quem sabe apagar incêndio antes da fumaça sair.
A inauguração do Centro de Desenvolvimento do Futebol, na Barra dos Coqueiros, foi um desses marcos que ajudam a contar sua história. Não foi apenas um campo bonito com placa nova e discurso de solenidade. Foi uma entrega concreta para o futuro do esporte sergipano, uma estrutura que aproxima Sergipe da CBF, fortalece a base e cria oportunidade real para meninos e meninas que sonham em trocar a arquibancada pelo gramado. Isso não se faz com promessa, se faz com articulação e persistência.
E aí entra André Moura, que entendeu algo que muita gente da política ainda finge não perceber: futebol também é desenvolvimento social, econômico e institucional. Sua presença no almoço de reeleição de Miltinho não foi apenas protocolo de foto e aperto de mão. Foi sinal político claro de apoio ao esporte sergipano. André sabe que estádio cheio também representa emprego, renda, turismo e identidade popular. E quando ele afirma que a reeleição foi merecida, está reconhecendo um trabalho que o próprio futebol sergipano já vinha aplaudindo há muito tempo.
No fim, Miltinho Dantas continua sendo aquele tipo raro de dirigente que consegue agradar sem bajular e liderar sem precisar fazer espetáculo. Sua reeleição fortalece a Federação e dá estabilidade a um futebol que ainda precisa crescer muito, mas que já aprendeu a reconhecer quem trabalha de verdade. E André Moura, ao prestigiar esse momento, mostra que entende que política e esporte caminham juntos quando o objetivo é desenvolvimento. Em Sergipe, às vezes, o melhor gol não sai no domingo. Sai na segunda, numa mesa de almoço, com projeto, articulação e visão de futuro.
Fausto Leite
Siga o Sergipe News e receba as notícias de Sergipe em primeira mão.








