A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes realizou 2.593 partos no primeiro semestre de 2026, 44 a mais que no mesmo período de 2025. Unidade de alto risco também registrou avanço na proporção de cesarianas.
A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES) especializada em partos de alto risco, realizou 2.593 partos no primeiro semestre de 2026. O número representa 44 procedimentos a mais do que os 2.549 registrados nos seis primeiros meses de 2025.
A média mensal de partos chegou a 432 neste ano, crescimento de 5% em comparação com a média de 410 partos por mês registrada no mesmo período do ano passado. Desde 2024, a unidade vem apresentando aumento no volume de atendimentos: foram 2.443 partos no primeiro semestre daquele ano e 4.773 em todo o ano. Em 2025, o total anual foi de 4.916 partos.
Um dos destaques é o crescimento dos partos cesáreos. Segundo a superintendente da MNSL, Lourivânia Prado, a partir da lei estadual nº 9.748/25, que permite às mulheres escolherem a modalidade do parto, houve aumento das cesarianas na unidade.
“Como somos uma unidade de saúde de alto risco é comum que tenhamos um número de partos cesáreos maiores que os partos normais, mas sempre ficavam em torno de 50%, agora o número de cesarianas chegou a 63% contra 37% de partos normais. Todos nós sabemos que em uma gravidez sem riscos, o mais indicado é o parto normal, porque é melhor para a recuperação da mãe e saúde do bebê. No entanto, atualmente muitas mulheres optam pelo parto cesáreo, mas o profissional médico é quem deve avaliar o que é melhor para a mãe e o bebê”, explicou Lourivânia Prado.
Natural de Tobias Barreto, Rayane Alves Santos precisou ser encaminhada à MNSL durante a segunda gestação. Com 35 semanas, ela apresentou pressão alta e síndrome de Hellp, uma complicação grave na gravidez, e passou por um parto de urgência.
“Minha filha Luna nasceu de parto cesáreo e passou seis dias na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Assim que ela ganhou peso fomos transferidas aqui para a Ala Canguru. O meu primeiro filho tem oito anos e nasceu de parto normal, eu gostei mais, porque logo fiquei boa”, enfatizou.
Fotos: Ascom SES


Fonte: Governo de Sergipe – Saúde
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