O manguezal localizado às margens da Avenida Desembargador Antônio Góes, no bairro Coroa do Meio, em Aracaju, apresenta novos pontos de invasão e aterramento. A constatação foi feita na manhã de terça-feira, 25, quando um jornalista percorreu a área e registrou imagens que mostram a retirada de trechos da cerca instalada para proteger o ecossistema.
Segundo dados da Prefeitura de Aracaju, a estrutura foi erguida pela Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) ao custo de R$ 230 mil. Parte significativa dessa barreira, no entanto, encontra-se removida, permitindo a entrada de veículos e a deposição de entulho no local.
Em 2021, o Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão judicial que obrigava o município a adotar medidas de proteção ao manguezal. A administração recorreu e, em fevereiro de 2023, o Tribunal Regional Federal (TRF) acatou o recurso, suspendendo a obrigação.
Desde então, foram identificadas pelo menos duas ocasiões em que o mangue voltou a ser aterrado. No trecho vistoriado nesta semana, comerciantes improvisaram rampas, retirando o meio-fio para facilitar o acesso de automóveis. Também há barracas, mesas, cadeiras e até freezers instalados sobre áreas já aterradas.
Moradores e ambientalistas cobram fiscalização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema). A titular da pasta, Emília Golzio, foi lembrada por sua atuação, no primeiro ano de gestão, quando autuou imóveis que despejavam esgoto na Reserva do Tramandaí, no bairro Jardins.
Entidades locais defendem que a Sema elabore um cronograma de ações, em parceria com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) e demais órgãos municipais, para reinstalar a cerca e coibir novas ocupações irregulares.
Com informações de Portal Infonet
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