No sábado, 30 de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou a Tela Brasil, uma nova plataforma pública de streaming que disponibiliza gratuitamente produções audiovisuais brasileiras financiadas com recursos públicos. O serviço foi lançado durante o evento Rio2C, no Rio de Janeiro, e conta com um catálogo inicial de 561 obras nacionais.
A Tela Brasil foi desenvolvida pelo Ministério da Cultura em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e é apresentada pelo governo como uma política pública voltada à democratização do acesso à cultura. O evento de lançamento contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e da primeira-dama, Janja Lula da Silva.
O catálogo inicial da plataforma inclui longas, curtas, médias-metragens e telefilmes, além de 19 obras que foram indicadas pelo Brasil ao Oscar. Também estarão disponíveis produções financiadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e conteúdos dos acervos da Cinemateca Brasileira, do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), da Fundação Nacional de Artes e da Fundação Cultural Palmares.
De acordo com o Ministério da Cultura, a Tela Brasil não terá publicidade e nem cobrança de mensalidade. O acesso será liberado a qualquer cidadão que realizar um cadastro no Gov.br. O governo justificou a criação da plataforma em meio ao debate sobre o papel do Estado no financiamento e na distribuição de conteúdo cultural.
O projeto foi desenvolvido pelo Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES) da Ufal, envolvendo cerca de 80 pesquisadores, desenvolvedores e estudantes de instituições públicas. O governo informou que a plataforma será ampliada gradualmente, com futuras versões para celulares, Smart TVs e acesso offline.
Com essa iniciativa, o governo federal passa a ter um papel ativo no segmento de vídeo sob demanda, utilizando uma estrutura pública para a distribuição de conteúdo audiovisual que é produzido ou financiado pelo Estado.
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