Parte das lideranças do PSD, partido do governador Fábio Mitidieri, vem sinalizando que não pretende votar no ex-deputado André Moura (União) para o Senado nas eleições de outubro. Prefeitos filiados à sigla têm declarado apoio aos senadores Alessandro Vieira (MDB) e Rogério Carvalho (PT), movimento que reacende a preocupação no grupo de Moura sobre um possível processo de infidelidade partidária.
Resistência se repete
O desconforto dentro do PSD lembra episódios anteriores. Em 2024, a legenda apoiou Luiz Roberto (PDT) na disputa pela Prefeitura de Aracaju, deixando de lado Yandra Moura (União). Em 2018, André Moura também perdeu a eleição ao Senado para Alessandro Vieira e Rogério Carvalho após aliados prometerem apoio e recuarem na última hora. Até o momento, o governador Mitidieri não se pronunciou sobre a migração de prefeitos pedessistas para outras pré-candidaturas.
Pré-campanha segue indefinida
Analistas locais avaliam que qualquer configuração atual pode mudar até as convenções partidárias, previstas para daqui a cinco meses. Nesse período, articulações nos bastidores tendem a continuar sem definições públicas sobre chapas majoritárias e proporcionais.
CPI do Crime Organizado pode incluir Banco Master
Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira afirmou que pretende ampliar o escopo das investigações para abranger contratos, vínculos e movimentações financeiras do Banco Master. Para Vieira, a atuação do grupo que administrava a instituição tem características de crime organizado e pode se enquadrar nos objetivos da CPI.
Edvaldo Nogueira aposta em racha governista
O ex-prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT), aposta numa divisão de votos entre André Moura e Alessandro Vieira para aumentar suas chances de conquistar uma vaga ao Senado. Ele espera receber o “segundo voto” dos dois concorrentes em caso de cisão na base aliada de Fábio Mitidieri.
Servidores estaduais protocolam reivindicações
Quatorze sindicatos que formam o Fórum Permanente dos Servidores Públicos Estaduais de Sergipe protocolaram ofício no Palácio de Despachos com três pautas centrais: fixação de 1º de janeiro como data-base para reajuste salarial, criação de uma Mesa Permanente de Negociação e definição de critério objetivo para o índice mínimo de revisão anual. O grupo solicita audiência com o governador para discutir o documento.
Evento do governo com a imprensa é adiado
O Governo de Sergipe cancelou o encontro que promoveria nesta quarta-feira, 27, com profissionais de imprensa. A Secretaria de Comunicação informou que o evento, que teria apresentação de ações da gestão e serviço de buffet, foi remarcado para 4 de abril. Motivos do adiamento não foram detalhados.
Pesquisa aponta agressões contra pessoas LGBT+
Levantamento da organização Gênero e Número revela que 51% da população LGBT+ já sofreu algum tipo de agressão. Entre as vítimas, 94% relataram violência verbal, 56% tratamento discriminatório, 54% assédio moral e 13% violência física. O grupo mais atingido é o de mulheres lésbicas (57%), seguido por trans e travestis (56%), gays (49%) e bissexuais (44,5%).
Professores contestam Bimestralização Curricular
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintese) criticou a decisão da Secretaria Estadual da Educação de implantar a Bimestralização Curricular. A entidade afirma que a medida engessa o trabalho docente ao determinar conteúdos de forma centralizada, contrariando a autonomia pedagógica prevista em lei.
Visitas a lideranças interioranas intensificam pré-campanha
Pré-candidatos têm percorrido municípios do interior sergipano para negociar apoio de lideranças locais. A fase envolve sondagens sobre demandas políticas, mas ainda sem oferta expressiva de recursos, etapa que costuma se intensificar após as convenções partidárias.
Deputada critica execução do Prato do Povo
A deputada estadual Linda Brasil (Psol) acusou o governo de “explorar a fome” ao divulgar o programa Prato do Povo sem, segundo ela, implementá-lo totalmente. A parlamentar citou o município de Riachuelo, onde a iniciativa foi anunciada para 2024, prometida para 2025 e, de acordo com sua avaliação, segue inexistente em 2026. O programa distribui refeições de segunda a sexta-feira a famílias cadastradas.
As movimentações partidárias, reivindicações de servidores e críticas a programas sociais devem ganhar novos desdobramentos à medida que o calendário eleitoral avança em Sergipe.
Com informações de Infonet
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