Aracaju (SE) – A Empadinha de Aratu preparada no povoado Terra Caída, município de Indiaroba, agora integra oficialmente o acervo de bens protegidos pelo Estado de Sergipe. A Lei nº 8.933, sancionada em 14 de dezembro de 2021 e de autoria do ex-deputado Iran Barbosa, declara a iguaria Patrimônio Cultural Imaterial.
A norma foi divulgada pela Assembleia Legislativa em 3 de dezembro de 2025, às 11h30. O reconhecimento reforça o valor histórico de uma receita preservada há mais de 50 anos pelos moradores da localidade.
Tradição transmitida entre gerações
Produzida de forma artesanal, a empadinha utiliza o catado de aratu, crustáceo característico dos manguezais do litoral sul sergipano. O modo de preparo, mantido por sucessivas gerações, é atribuído ao mestre da culinária popular Pascásio Custódio da Costa e permanece vivo no Restaurante Frutos do Mar, situado próximo à rampa da balsa que cruza o Rio Piauí.
Símbolo da relação com o manguezal
O processo envolve mariscagem, limpeza do crustáceo e técnicas culinárias que fazem parte da rotina do povoado. Essas práticas refletem o trabalho de marisqueiras e marisqueiros, o vínculo com o ecossistema local e a circulação de saberes entre famílias.
Proteção do patrimônio imaterial
Ao ingressar na lista de bens culturais imateriais de Sergipe, a Empadinha de Aratu passa a contar com instrumentos oficiais de preservação. A lei destaca a relevância da culinária tradicional na construção da identidade de Terra Caída e de Indiaroba, além de assegurar a continuidade desse legado às futuras gerações.
Segundo o texto legal, o reconhecimento busca manter vivas as práticas gastronômicas que configuram a memória coletiva da comunidade.
Com informações de Assembleia Legislativa de Sergipe
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