Na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, o médico-legista Luiz Carlos Leal Prestes foi ouvido durante a sessão de julgamento do caso Henry Borel. Durante seu depoimento, ele destacou que as 14 lesões encontradas no corpo do menino foram provocadas por ações contundentes antes de sua morte.
“Essa versão de acidente doméstico [para a morte de Henry Borel] é totalmente fantasiosa. As 14 lesões encontradas foram feitas antes da morte. Fora essas, outras três que vimos no laudo cadavérico são compatíveis com as manobras cardíacas e ele já estava sem vida”, afirmou o legista.
Enquanto o perito explicava as lesões, foram exibidas fotos dos ferimentos no corpo de Henry. A ré Monique Medeiros, mãe do garoto, não suportou as imagens e tapou os olhos, passando mal em seguida. Ela recebeu atendimento médico no tribunal e foi dispensada da sessão pela juíza Elizabeth Machado Louro, que preside o julgamento.
A defesa de Jairinho, padrasto de Henry e acusado do crime, argumenta que a laceração hepática, identificada no laudo como causadora da hemorragia, poderia ter sido resultado das sucessivas manobras de ressuscitação. O legista Leal Prestes, no entanto, discordou dessa tese.
Os advogados de defesa questionaram também a quantidade de laudos elaborados após a morte do menino e indagaram se o legista tinha conhecimento de um raio-x que indicaria um pneumotórax, documento que estaria desaparecido, segundo a defesa.
O julgamento ainda teve momentos marcantes, como quando a defesa solicitou que o médico legista Luiz Airton Saveedra de Paiva fosse ouvido como informante e não como testemunha, alegando que Saveedra teria uma relação próxima com Leniel Borel, pai de Henry. O pedido foi negado, e a testemunha prestou depoimento no plenário.
Durante seu depoimento, Saveedra relatou que foram identificados três traumatismos em locais distintos da cabeça da vítima. Ele explicou: “Ações essas que resultaram no descolamento do couro cabeludo da vítima. No tórax, há sinais de contusão nos pulmões e de hemorragia retroaórtica e, no abdômen, hemorragia peritoneal, o que foi a causa do óbito.” Saveedra ainda declarou que Henry já estava sem vida ao chegar ao Hospital Barra D’or.
Siga o Sergipe News e receba as notícias de Sergipe em primeira mão.








