O Lacen desenvolve estudos com instituições como Fiocruz, Instituto Butantan, UFS e Instituto Evandro Chagas. As pesquisas reforçam a vigilância em saúde, diagnósticos e políticas públicas em Sergipe.
O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) vem ampliando sua atuação científica por meio de pesquisas desenvolvidas em parceria com instituições de referência nacional, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Butantan, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Instituto Evandro Chagas.
Gerenciada pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), a unidade atua em estudos nas áreas de esquistossomose, tuberculose, biologia molecular e sequenciamento genômico. As pesquisas contribuem para o aprimoramento dos diagnósticos, o fortalecimento da vigilância em saúde e a formulação de políticas públicas em Sergipe.
Para o superintendente do Lacen, Cliomar Alves, a produção científica integra a missão institucional da unidade e está associada à rotina laboratorial. “Muitos dos resultados publicados em revistas internacionais surgem das atividades desenvolvidas no próprio laboratório. A pesquisa fortalece a vigilância em saúde e contribui diretamente para a construção de políticas públicas e para a melhoria dos serviços prestados à população”, destaca.
Na área de Entomologia e Parasitologia, o Lacen mantém pesquisas com a Fiocruz voltadas à esquistossomose. Os estudos incluem investigações sobre o molusco transmissor, a presença de microplásticos no ambiente e a caracterização das cercárias.
Segundo o biomédico do Lacen, Fernando Viana, os levantamentos ampliam o conhecimento sobre uma doença que ainda é endêmica em Sergipe e ajudam a entender a influência de fatores ambientais sobre sua transmissão. “Nosso trabalho vai além da identificação do molusco. Investigamos aspectos ambientais e biológicos que auxiliam a vigilância e o controle da esquistossomose, além de desenvolver pesquisas sobre o caramujo africano e espécies de escorpiões de importância para a saúde pública”, explica.
Outra frente de atuação da unidade é a participação na pesquisa da vacina contra a chikungunya, coordenada pelo Instituto Butantan. Em Sergipe, o Lacen é responsável pelo monitoramento laboratorial dos participantes vacinados.
A gerente do Laboratório de Biologia Molecular do Lacen, Gabriela Vasconcelos, afirma que a presença da instituição no estudo evidencia a capacidade técnica instalada no estado. “Essas parcerias mostram que Sergipe possui profissionais qualificados e estrutura para integrar grandes pesquisas científicas, fortalecendo a imagem do estado e da instituição”, ressalta.
Na área da tuberculose, a biomédica Maria Luiza Aguiar participa de estudos que contribuíram para a adoção, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da metodologia de agrupamento de amostras, conhecida como pooling. A estratégia reduz custos e amplia a capacidade diagnóstica. Atualmente, o trabalho também envolve o sequenciamento genômico da tuberculose para identificar cepas resistentes.







Fonte: Governo de Sergipe – Saúde
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