A polícia húngara anunciou, na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, que não irá proibir a marcha do Orgulho em Budapeste, marcada para o dia 27 de junho. Essa decisão contrasta com o ano anterior, quando o evento foi vetado pelo governo do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán, conhecido por sua postura nacionalista e oposição aos direitos LGBTQIA+.
Orbán, que governou por 16 anos, se destacou como um forte opositor da imigração e dos direitos da comunidade LGBTQIA+. Em abril, ele foi derrotado nas eleições pelo conservador pró-europeu Péter Magyar, que prometeu iniciar uma nova era para a Hungria, enfatizando um governo que visa atender a todos os cidadãos.
Após a proibição do ano passado, os organizadores da marcha do Orgulho formalizaram, na quarta-feira, uma notificação para realizar o evento. A polícia tinha um prazo legal de 48 horas para decidir se autorizava ou não a manifestação. Em resposta, a polícia informou, por meio de um e-mail, que não encontrou motivos para impedir a realização do desfile:
“Durante o processo de notificação do desfile do Orgulho de 2026 e a consulta presencial com os organizadores, não surgiram motivos para proibir o evento”,
afirmou a polícia.
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Além disso, o comunicado da polícia também indicou que foram tomadas “decisões prescritivas e restritivas” em relação a três contramanifestações que estavam previstas para ocorrer no mesmo dia.
Embora o novo primeiro-ministro, Péter Magyar, não tenha se manifestado especificamente a favor da marcha do Orgulho ou da comunidade LGBTQIA+, ele ainda não revogou as leis implementadas por Orbán que restringiam os direitos dessa população.
No ano passado, a marcha do Orgulho atraiu um número recorde de mais de 200 mil participantes, de acordo com os organizadores, apesar da proibição oficial. A grande presença foi vista como uma rejeição à repressão dos direitos LGBTQIA+ promovida por Orbán, que utilizava a “proteção da infância” como justificativa para suas ações.
Recentemente, o Tribunal de Justiça da União Europeia declarou que a legislação de 2021, que foi modificada para embasar a proibição do Orgulho, violava as normas do bloco europeu. Essa decisão pode ter influenciado o novo governo a adotar uma postura mais favorável em relação aos direitos da comunidade LGBTQIA+.








