O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), integrante da Rede HU Brasil, utiliza a campanha Maio Roxo para reforçar a necessidade de atenção às doenças inflamatórias intestinais (DII), especialmente a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Segundo a instituição, o reconhecimento rápido dos sintomas é decisivo para o sucesso do tratamento.
Principais sinais de alerta
De acordo com o gastroenterologista Marcel Andrade, do Ambulatório de DII do HU-UFS, as manifestações mais frequentes incluem diarreia persistente, sangue nas fezes, dor abdominal recorrente, perda de peso, fadiga, anemia e urgência para evacuar. Também podem surgir dores articulares, lesões de pele e inflamações oculares.
Como é feito o diagnóstico
A confirmação das doenças envolve avaliação clínica, exames laboratoriais, testes de imagem e colonoscopia com biópsia, procedimento que determina o tipo e a extensão da inflamação intestinal.
Tratamento e acompanhamento
O especialista ressalta que as DII são crônicas e exigem acompanhamento contínuo. O HU-UFS disponibiliza terapias que vão de medicamentos imunossupressores a biológicos, capazes de controlar a inflamação, reduzir sintomas e prevenir complicações. “O acompanhamento especializado permite identificar recaídas e ajustar o tratamento”, afirma Andrade.
Papel da alimentação e do estilo de vida
Não há dieta específica que cause ou cure as DII, mas uma alimentação equilibrada auxilia no controle dos sintomas. Orienta-se evitar ultraprocessados, excesso de gorduras e, em especial na Doença de Crohn, o tabagismo, que agrava a evolução clínica.
Atenção multiprofissional no HU-UFS
No hospital, o cuidado envolve gastroenterologistas e coloproctologistas, com perspectiva de ampliar o serviço a radiologistas, patologistas, endoscopistas, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais. A coloproctologista Ana Carolina Lisboa lembra que o ambulatório atende pacientes há cerca de 20 anos e observa crescimento de casos em crianças e adolescentes.
Impacto na rotina dos pacientes
Lisboa explica que a Doença de Crohn tende a evoluir lentamente, provocando anemia, dor abdominal crônica, distensão e constipação. Já a retocolite costuma gerar diarreia intensa, sangramentos e secreção anal. Ambas podem levar a perda de peso e anemia severa, exigindo suporte conjunto de psicologia, nutrição, educação física e fisioterapia. O tratamento no HU-UFS, financiado pelo Governo Federal, utiliza imunobiológicos de ação rápida e contínua.
Sobre a campanha Maio Roxo
A iniciativa busca reduzir o atraso no diagnóstico, combater o preconceito e mostrar que, com acompanhamento adequado, é possível manter qualidade de vida. “A continuidade do cuidado e o cumprimento das infusões interferem diretamente no resultado do tratamento”, reforça a médica.
Rede HU Brasil
O HU-UFS integra a Rede HU Brasil desde 2013. A rede, criada pela Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação, administra 45 hospitais universitários federais em todo o país. Em 2026, passou a usar a marca HU Brasil.
O HU-UFS mantém o compromisso de ampliar o atendimento e conscientizar a população, destacando que a detecção precoce das doenças inflamatórias intestinais é vital para evitar complicações e garantir bem-estar aos pacientes.
Com informações de Infonet
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