O bairro Getúlio Vargas receberá neste sábado, 22, a 11ª edição do programa Tamo Junto. A ação da Prefeitura de Aracaju também destaca a trajetória histórica de uma das áreas mais tradicionais da capital.
Neste sábado, 22, o bairro Getúlio Vargas será o destino da 11ª edição do programa Tamo Junto, iniciativa da Prefeitura de Aracaju voltada à aproximação dos serviços públicos com a população e ao fortalecimento do diálogo com as comunidades.
A ação também abre espaço para revisitar a história de uma das regiões mais tradicionais da capital sergipana. Formado a partir da expansão de Aracaju para além do núcleo inicialmente planejado, o bairro reúne, após mais de um século de transformações, referências culturais, patrimônio histórico, atividade comercial e áreas residenciais. Atualmente, a localidade vive um novo ciclo de investimentos em infraestrutura e educação.
Os primeiros núcleos de povoamento na área que hoje corresponde ao Getúlio Vargas surgiram entre o fim do século XIX e o início do século XX. A região foi ocupada por retirantes da seca, pessoas escravizadas alforriadas e outros segmentos populares que passaram a viver no entorno do núcleo central da cidade.
De acordo com o professor Douglas Leoni, mestre em Ensino de História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e atualmente doutorando em Educação pela Universidade de la Empresa (UDE, Uruguai), a formação planejada de Aracaju ajuda a compreender esse processo de ocupação.
“Aracaju surge de maneira projetada por volta de 1855, com o famoso quadrado de Pirro. Esse centro era ocupado por nobres, por barões do açúcar, nobres da igreja, a oligarquia e a elite da época. E para a população restava ocupar os entornos”, explica.
Nesse movimento de expansão, começaram a se consolidar os primeiros povoados na área atualmente ocupada pelo Getúlio Vargas e por bairros vizinhos. A implantação da linha férrea, nas primeiras décadas do século XX, também contribuiu para dinamizar a região, com a circulação de passageiros, a instalação de oficinas de manutenção dos trens e o surgimento de estabelecimentos comerciais e armazéns.
Antes de receber a denominação atual, a localidade teve outros nomes, entre eles Morro do Cruzeiro. Segundo Douglas Leoni, há duas versões para a origem da denominação. Uma delas associa o nome à existência de um antigo cemitério na região.
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