O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), respondeu, na última sexta-feira, 29 de maio, às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em vídeo publicado em sua conta no Instagram, Flávio enfatizou a importância da ‘soberania do povo brasileiro’ diante do domínio das facções criminosas.
“É a soberania das 50 milhões de pessoas que vivem sob o domínio desses narcoterroristas. Um governo paralelo, impondo violência, covardia, medo. O povo brasileiro não aguenta mais viver com medo por causa desse tipo de gente”, afirmou Flávio.
O senador criticou também a declaração de Lula, que se referiu ao PCC e ao CV como “nossos criminosos”. O presidente havia comentado a medida dos Estados Unidos durante um evento em Laranjeiras, Sergipe, expressando tristeza pela postura americana. Lula argumentou que, apesar da classificação, o enfrentamento às facções deve ser feito internamente, citando as leis Antifacção e de Combate ao Crime Organizado.
“Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta. Isso aqui (o Brasil) não é um país qualquer. É um país muito grande”, declarou o chefe do Executivo.
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Antes das declarações de Lula, o governo federal já havia emitido uma nota criticando a postura da família Bolsonaro em relação à intervenção estrangeira. O comunicado chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de “falsos patriotas”, que tentam manipular conceitos de segurança pública.
Na quinta-feira, 28 de maio, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que o PCC e o CV foram classificados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês). A agência também indicou que pretende enquadrar as facções brasileiras como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês). De acordo com o governo norte-americano, essas organizações criminosas são consideradas as mais violentas do Brasil, controlando milhares de integrantes e orquestrando ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis.
A decisão americana seguiu um encontro entre Flávio e o presidente Donald Trump, onde o senador solicitou a classificação do PCC e do CV como terroristas.








