O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expressou seu repúdio no sábado, 30 de maio de 2026, ao uso da imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em um painel de LED no Paraguai. Ele considerou a ação “criminosa” e solicitou que o presidente paraguaio, Santiago Peña, tomasse providências, por meio de uma postagem na rede social X.
A montagem exibida no painel mostrava Jair Bolsonaro supostamente agredindo o jogador Gustavo Gómez, da seleção paraguaia. A exibição gerou indignação no Paraguai na sexta-feira, 29 de maio, resultando na destruição de painéis em Ciudad del Este.
“Repudio veementemente o uso criminoso da imagem de meu pai, Jair Bolsonaro, para violentar o atleta Gustavo Gómez e provocar o povo paraguaio”, escreveu Flávio. “Além de ser um dos maiores zagueiros em atividade no futebol brasileiro, Gustavo é jogador do Palmeiras, time de coração do meu pai, que possui admiração e respeito enormes por ele. Que as autoridades paraguaias responsabilizem os autores dessa inaceitável agressão.”
A exibição dos painéis, que apresentavam imagens e mensagens geradas por inteligência artificial, provocou reações acaloradas no Paraguai. Os letreiros mostravam frases em português como: “No futebol, goleada”; “Na economia, liderança”; “Na diplomacia, respeito”; e “O Brasil mandou e desmandou no campo e na política!”. O conteúdo também relembrava a vitória do Brasil sobre o Paraguai por 4 a 0 nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2022.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram grupos de pessoas destruindo um painel eletrônico e agredindo um homem que supostamente estava envolvido com a empresa responsável pela publicidade. A presidente da Câmara Municipal de Ciudad del Este, Allison Anisimoff, comentou que os painéis funcionaram por cerca de duas horas antes de serem desligados, classificando o conteúdo como um “atropelo ao patriotismo paraguaio”.
O advogado Francisco Centurión, que representa uma das empresas responsáveis pelos letreiros, declarou que os invasores “hackearam” os painéis com a intenção de prejudicar o comércio local. Segundo Centurión, os autores do ataque cibernético poderiam estar em qualquer parte do mundo, uma vez que o sistema permite acesso remoto pela internet.
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