O filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, se tornou alvo de críticas do jornal britânico Financial Times, que o descreveu como uma “comédia de erros” mesmo antes de seu lançamento. A obra, que conta com a atuação do ator americano Jim Caviezel no papel principal, está cercada de polêmicas que podem impactar sua recepção.
Na última segunda-feira, 25 de maio, o Financial Times destacou que a produção foi afetada por revelações de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ teria solicitado dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Esse episódio gerou um escândalo político em Brasília e teve reflexos nas intenções de voto do parlamentar, que atualmente concorre a uma vaga nas próximas eleições.
O filme aborda a ascensão política de Bolsonaro, e em um dos trechos do trailer, Caviezel é ouvido dizendo: “Para os estrangeiros, para os ambientalistas, para os pedófilos de Hollywood. Este país não é deles. É nosso”. O lançamento da produção foi estrategicamente planejado para coincidir com a campanha de Flávio Bolsonaro, que busca se eleger enquanto seu pai, Jair Bolsonaro, cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
O centro da controvérsia gira em torno de um investimento de aproximadamente US$ 24 milhões que Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro. Esse investimento foi questionado após a instituição financeira enfrentar um colapso, decorrente de alegações de fraudes bilionárias. O senador admitiu ter se encontrado com o banqueiro no final do ano passado, mas negou qualquer irregularidade. Em suas declarações, Flávio disse:
“Fui encontrá-lo para pôr um fim a essa história. Se ele tivesse me avisado que a situação era tão grave, eu teria procurado outro investidor muito antes”
.
Além do desgaste na imagem do senador, o Financial Times informou que seu desempenho nas pesquisas eleitorais sofreu uma queda, colocando-o atrás do presidente Lula (PT). Essa reviravolta pode impactar ainda mais suas chances nas eleições.
Por outro lado, o ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, revelou ao jornal que tem planos de promover o filme nos Estados Unidos. Para Bannon, a produção pode ser um impulso para a mobilização do eleitorado americano, garantindo, segundo ele, “eleições livres e justas”. Ele acredita que o longa pode alcançar um público maior do que as propagandas políticas tradicionais exibidas na televisão.
O roteiro do filme, que vazou recentemente, combina temas religiosos, mensagens antissistema e recriações de eventos reais, como o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018, o que promete atrair tanto críticos quanto apoiadores.
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