A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda confirmou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 em 2,3%. A estimativa foi divulgada na última sexta-feira, 29 de maio, e considera o desempenho da economia no primeiro trimestre deste ano, quando o Brasil registrou um crescimento de 1,1%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A avaliação do governo indica que o resultado do primeiro trimestre superou ligeiramente as expectativas iniciais. No entanto, a expectativa é que o ritmo da atividade econômica desacelere nos segundo e terceiro trimestres de 2026. A Secretaria apontou que a diminuição dos efeitos das políticas públicas pode impactar negativamente o desempenho econômico nesse período.
Por outro lado, a redução nos custos do crédito pode atenuar os efeitos adversos. Para o quarto trimestre, as projeções do Ministério da Fazenda indicam uma recuperação econômica, impulsionada pelo aumento da atividade industrial, especialmente com a queda na taxa Selic.
O relatório da secretaria ressaltou que a indústria apresentou um desempenho superior ao esperado no início do ano, enquanto os setores de serviços e agropecuária não alcançaram as projeções do governo. Além disso, o documento apontou uma queda nas exportações e um aumento nas importações durante o primeiro trimestre. A demanda interna foi fundamental para sustentar o crescimento econômico, compensando o desempenho negativo do setor externo.
Enquanto o Ministério da Fazenda mantém a previsão de alta de 2,3% para o PIB, o Banco Central projeta um crescimento menor, de 1,6% para 2026. O boletim Focus indica uma expectativa de expansão de 1,89% entre os agentes do mercado financeiro.



