Na noite da última quinta-feira, 28 de maio, por volta das 22h, uma nave da Blue Origin explodiu durante um teste de ignição estática na plataforma de lançamento. O incidente ocorreu enquanto a equipe se preparava para a missão NG-4, que tinha como objetivo levar ao espaço 48 satélites Amazon Leo, projetados para operar de maneira semelhante aos equipamentos da Starlink, desenvolvidos por Elon Musk.
A Blue Origin confirmou a ocorrência de uma ‘anomalia’ durante o teste e assegurou que todos os trabalhadores na plataforma estão a salvo. A empresa informou que irá divulgar mais detalhes assim que a investigação sobre o ocorrido for concluída. A expectativa em torno da missão NG-4 havia sido gerada com a divulgação do projeto na quarta-feira, 27 de maio.
O incidente destaca a intensa concorrência entre a Blue Origin e a SpaceX no setor de lançamentos espaciais. O veículo New Glenn, da Blue Origin, está em desenvolvimento para voos de longa distância e compete diretamente com a Starship, da SpaceX. A Starship realizou seu último voo na sexta-feira, 22 de maio, e, desde o início de 2025, a New Glenn foi submetida a três testes não tripulados. O primeiro teste transportou um protótipo de espaçonave, o segundo, em novembro de 2025, levou sondas para Marte em uma missão contratada pela Nasa, e o terceiro, realizado em abril de 2026, marcou a reutilização de um propulsor, intensificando ainda mais a competição com a SpaceX.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) ainda não se manifestou sobre as causas da explosão ocorrida na quinta-feira. Entretanto, no dia anterior, a FAA já havia decidido suspender temporariamente novos lançamentos da Starship devido a uma falha identificada no retorno atmosférico de um propulsor utilizado recentemente. A situação gera um clima de incerteza no setor e aguarda por esclarecimentos das autoridades competentes.



