Estudantes da Escola Municipal Costa Melo, em Aracaju, conquistaram 93 premiações na Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários. A entrega das medalhas ocorreu nesta sexta-feira, 31.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental em Tempo Integral Professor José Antônio da Costa Melo, localizada no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju, conquistou 93 premiações entre medalhas de ouro, prata, bronze e menções honrosas na Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários (Obapo). A competição foi realizada em maio deste ano e reuniu alunos de todo o país.
A cerimônia de entrega das medalhas foi realizada nesta sexta-feira, 31, no auditório da unidade escolar. A Escola Costa Melo foi a primeira unidade da rede municipal a participar da Obapo. A iniciativa partiu da professora Liliane Rocha, responsável pelo componente curricular Linguagens Artísticas e Culturais, e foi acolhida pela equipe gestora e pelos demais docentes da escola.
Segundo a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed), as escolas da rede desenvolvem ações permanentes de educação antirracista, com foco no respeito às diferenças e na valorização da diversidade. O trabalho inclui o ensino da história e das culturas afro-brasileira e indígena, em conformidade com as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008.
Localizada nas proximidades do Quilombo Urbano Maloca, a unidade desenvolve ações voltadas ao fortalecimento da identidade, do sentimento de pertencimento e da valorização das culturas afro-brasileira e indígena. Para a diretora Tanielly Farias, a abordagem dessas temáticas é fundamental para reconhecer a história da comunidade, combater o racismo e formar estudantes mais conscientes.
“Essa conquista vai muito além das medalhas. É um marco histórico para a nossa escola, que, pela primeira vez, alcança um resultado como esse, com 93 premiações. Também reafirma a importância da educação em tempo integral, que coloca o estudante como protagonista e amplia suas oportunidades de aprendizagem. Ao longo de todo o ano desenvolvemos ações voltadas ao afroletramento, à educação antirracista e à valorização da ancestralidade. Esse reconhecimento é fruto de todo esse trabalho”, destacou a diretora.
Responsável por coordenar a participação da escola na olimpíada, a professora Liliane Rocha explicou que a preparação dos estudantes dos Anos Iniciais foi baseada em metodologias lúdicas, atividades práticas e experiências de imersão cultural, alinhadas às habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) relacionadas às culturas.
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