No decorrer dos últimos anos, Joesley Batista, um dos proprietários do Grupo J&F, tem atuado em áreas que, segundo o ex-ministro Ernesto Araújo, seriam de responsabilidade exclusiva do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Araújo, que ocupou a pasta durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que o empresário está conduzindo ações que deveriam ser realizadas pela diplomacia brasileira.
Em suas declarações, Araújo comentou que “no Brasil, existe uma espécie de Estado paralelo dentro do Estado”. Ele ressaltou que a verdadeira estrutura de poder do país não reflete exatamente o que é descrito na Constituição. O ex-ministro alegou que o “lobby de Joesley está sendo usado no lugar do Itamaraty”, o que caracteriza um dos elementos desse Estado paralelo.
O que foi negociado com o governo Trump? O que foi oferecido e em detrimento de quem? O que foi obtido e em benefício de quem?
O ex-chanceler também se lembrou de que Joesley Batista teve a oportunidade de se reunir com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa reunião gerou uma série de questionamentos por parte de Araújo, que se mostrou preocupado com a falta de informações sobre o que foi discutido durante o encontro.
A reportagem intitulada “A embaixada dos Batista”, publicada na Edição 234 da revista, traz mais informações sobre a atuação de Joesley Batista. O texto destaca que o grupo liderado pelo empresário foi o maior financiador de campanhas políticas no Brasil em 2014, com investimentos que giraram em torno de R$ 400 milhões. Essa estratégia de financiamento também se estendeu aos Estados Unidos, onde o grupo desembolsou US$ 5 milhões para a organização da posse de Trump.
A discussão sobre a influência de Joesley Batista na política brasileira e suas relações internacionais levanta importantes questões sobre a transparência e a ética nas interações entre empresários e governantes.

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