O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), caminha para a disputa eleitoral de 2026 sem um adversário claro, de acordo com levantamento feito pelo jornalista Marcos Cardoso. Até o momento, nenhum nome se firmou para enfrentá-lo na corrida pelo Palácio dos Despachos.
Principais nomes citados
Valmir de Francisquinho, que chegou a liderar a eleição de 2022, encontra-se inelegível por problemas na gestão da Prefeitura de Itabaiana. Mesmo que recupere a elegibilidade, já não conta com o impulso do bolsonarismo que o alavancou em 2018.
Rogério Carvalho (PT), segundo colocado em 2022, tem priorizado disputas internas pelo espaço na chapa majoritária de 2026, buscando vaga ao Senado.
André Moura (União) e Alessandro Vieira (MDB) mantêm conversas, mas não confirmaram candidatura ao Executivo estadual.
Edvaldo Nogueira (PDT), prefeito de Aracaju em segundo mandato, aparece entre as possibilidades, embora não tenha oficializado intenção de concorrer.
Histórico de candidaturas da esquerda
Desde 1982, a esquerda sergipana tem lançado nomes próprios ou participado de coligações em praticamente todas as eleições para o governo:
- 1982 – Marcélio Bomfim (PT)
- 1986 – Tânia Magno (PT)
- 1990 – José Eduardo Dutra (PT)
- 1994 – Apoio a Jackson Barreto (PDT)
- 1998 – Apoio a Antônio Carlos Valadares (PSB) com Dutra de vice
- 2002 – José Eduardo Dutra (PT) alcançou o segundo turno
- 2006 e 2010 – Marcelo Déda (PT) eleito e reeleito
- 2014 – Jackson Barreto (PMDB) reeleito com apoio do PT
- 2018 – Belivaldo Chagas (PSD) venceu com Eliane Aquino (PT) de vice
- 2022 – Rogério Carvalho (PT) disputou o segundo turno contra Fábio Mitidieri
Gestão estadual e desafios
Mitidieri mantém boa situação financeira de caixa, mas enfrenta críticas à concessão da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) para a Iguá Saneamento, operação que ocasionou queixas sobre falta d’água em diferentes regiões do estado. Servidores, sobretudo professores, também relatam insatisfação.
Entre as obras em andamento, o governo destaca o Hospital do Câncer e um viaduto que integra um complexo viário na capital. Aliados apontam que o número de realizações ainda é limitado para uma campanha.
Possibilidade de nova disputa
Integrantes da base governista e opositores avaliam que um nome “estrelado”, com eventual apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), poderia alterar o cenário e levar a eleição de 2026 a um confronto direto, a exemplo do que ocorreu em 2006, quando João Alves Filho perdeu para Marcelo Déda.
Por enquanto, no entanto, a falta de adversários consolidados mantém Fábio Mitidieri em situação confortável para buscar a reeleição.
Com informações de Portal Infonet
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