Um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) macho, classificado como juvenil, morreu após receber atendimento especializado no Centro de Reabilitação e Despetrolização da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA), em Aracaju. O animal havia sido resgatado na manhã de terça-feira, 21, na Praia da Aruana, com sinais de extrema debilitação.
De acordo com a FMA e a empresa Mineral, que executa o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-SEAL), o mamífero apresentava apatia, baixo escore corporal e pesava apenas 44,7 kg no momento do resgate. Mesmo com esforços de estabilização conduzidos por equipe multidisciplinar, ele não resistiu.
O corpo foi encaminhado para necropsia e coleta de amostras que irão auxiliar na identificação exata da causa da morte. A avaliação preliminar aponta para um quadro de inanição e caquexia — condição caracterizada por ausência de camada muscular e magreza acentuada. Durante o exame foi verificada ausência de alimento no estômago, sugerindo longo período sem ingestão de comida.
Espécie rara no litoral de Sergipe
A coordenadora do PMP-SEAL, Elaine Knupp de Brito, lembra que Sergipe não faz parte da área de ocorrência regular do elefante-marinho-do-sul, cuja distribuição normal se concentra na região Sul do Brasil. Segundo ela, o exemplar pode ter chegado à costa sergipana impulsionado por correntes marinhas. Por se tratar de um animal jovem, a inexperiência migratória e de caça pode ter contribuído para a debilitação.
Considerado o maior dos pinípedes, o elefante-marinho-do-sul pode atingir 5 metros de comprimento e pesar até 4 toneladas na fase adulta. Seu nome deriva da proeminência nasal que os machos desenvolvem por volta dos 8 anos. A espécie ocorre, principalmente, em áreas subantárticas, com presença regular na Patagônia argentina e registros ocasionais no litoral brasileiro.
Orientações à população
A Fundação Mamíferos Aquáticos reforça que pinípedes podem descansar em praias ou costões rochosos sem apresentar problemas de saúde. Em caso de avistamento, é recomendado:
- manter distância mínima de 10 metros;
- afastar animais domésticos;
- não alimentar nem tentar empurrar o animal de volta ao mar;
- contatar imediatamente a FMA pelos telefones 0800 079 3434 ou (79) 99130-0016.
Importunar mamíferos marinhos é crime ambiental. O acionamento da equipe especializada garante a segurança do animal e das pessoas.
Com informações de Portal Infonet
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