O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, do PL, comentou em entrevista que os Estados Unidos devem tomar novas iniciativas em relação ao Brasil, especialmente após a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. Essa medida foi anunciada pelo governo de Donald Trump, e Eduardo afirmou que “há mais por vir”.
Eduardo e seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, estiveram em reuniões recentes em Washington, onde discutiram a classificação das facções com membros do governo americano, incluindo Trump, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio. “Quando o bandido chora, a população trabalhadora se alegra”, disse Eduardo. Ele expressou satisfação com a medida e destacou o esforço de Flávio na defesa dessa declaração.
“Sinto a sensação de dever cumprido. Mérito do Flávio que foi determinado a defender esta declaração. E creio que ainda há mais por vir ao aproximar Brasil de EUA”, afirmou Eduardo Bolsonaro.
A confirmação da inclusão do PCC e do CV na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) foi feita pelo Departamento de Estado na quinta-feira, 28 de maio, e a nova classificação entra em vigor em 5 de junho. O governo dos EUA descreveu essas facções como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”, ressaltando que elas têm milhares de integrantes e são responsáveis por ataques brutais contra policiais, autoridades e civis.
Além disso, o Departamento de Estado alertou que a influência do PCC e do CV vai além das fronteiras brasileiras, atingindo outros países da América Latina e até mesmo os Estados Unidos. A decisão de classificar essas facções como terroristas cria novas possibilidades legais para a aplicação de sanções financeiras, restrições migratórias e investigações internacionais relacionadas a essas organizações criminosas.
A medida segue a sequência de encontros de Flávio Bolsonaro com autoridades americanas, onde ele insistiu na necessidade de reconhecer o PCC e o CV como organizações terroristas. O senador se reuniu com Trump e outros líderes em Washington, demonstrando um esforço contínuo para estreitar laços entre Brasil e EUA em questões de segurança e combate ao crime organizado.




