O diretor de conteúdo esportivo da Globo, Renato Ribeiro, se manifestou sobre a resistência de alguns telespectadores em aceitar narradoras e comentaristas femininas no futebol, classificando esses críticos como “misóginos” e “burros”. A declaração ocorreu na sexta-feira, 29 de maio de 2026, durante sua participação no evento Rio2C, no Rio de Janeiro.
Ribeiro apontou que a rejeição à presença feminina nas transmissões esportivas reflete uma mentalidade machista que está sendo desafiada. “É como se o último bastião machista estivesse caindo”, afirmou o executivo. Ele enfatizou que o futebol deve ser acessível a todos, independentemente do gênero, e que essa mudança é inevitável. “Isso vai além da misoginia, é um pouco de burrice também”, completou.
Em sua análise, o diretor ressaltou que a Globo está expandindo a presença feminina nas transmissões como parte de uma estratégia de negócios. Segundo ele, o público tradicional do futebol atingiu um limite de crescimento e é necessário buscar novas audiências. “Há um teto do público que consome futebol. A gente está tendo que disputar a atenção do público mais jovem, com um monte de coisas”, explicou Ribeiro.
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Ele também destacou que a conquista do público feminino é fundamental para o futuro do esporte. “É com o público feminino que vamos conquistar mais público. As mulheres são o futuro do futebol. Isso é negócio”, afirmou.
Durante sua fala, Ribeiro abordou a resistência ao futebol feminino, que ele acredita estar enraizada no machismo. “Os misóginos e preconceituosos talvez acordem mexendo no bolso”, declarou. Ele ressaltou que a presença de mulheres nas transmissões esportivas ainda enfrenta preconceitos, mas a emissora está comprometida em habituar o público a essa nova realidade.
Além disso, o diretor comentou sobre os ataques que narradoras e comentaristas da Globo enfrentam nas redes sociais. “Elas sofrem uma barbaridade, são alvos de ataques misóginos. São homens que não admitem: ‘aqui não, aqui não pode'”, lamentou Ribeiro. Ao concluir sua fala, o diretor reafirmou que a presença feminina no futebol continuará a crescer, enfatizando que essa mudança é uma questão de negócio e inclusão. “A má notícia para eles é que é um caminho sem volta. O futebol não é só para homens, não diz respeito só a eles. Isso se trata de negócios”, finalizou.








