A desistência do governador Cláudio Castro de disputar uma vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro desencadeou uma nova disputa interna no PL fluminense. Fontes revelam que o partido busca um nome que esteja mais alinhado ao bolsonarismo para substituir Castro, especialmente em meio a tensões que também afetam a aliança com o União Brasil.
Uma ala do PL tem demonstrado desconforto com a escolha de Márcio Canella, atual prefeito de Belford Roxo e presidente do União Brasil no estado, como o candidato do partido para uma das duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. O temor entre os líderes do PL é que a investigação do Ministério Público fluminense, que apura um suposto esquema envolvendo postos de gasolina controlados por laranjas, possa prejudicar a candidatura de Canella.
“A defesa dentro do PL é por uma dupla substituição: tanto do nome do partido quanto do indicado pelo União, antes que a campanha comece efetivamente”, afirmam fontes ligadas à situação.
Márcio Canella recentemente consolidou seu poder dentro do PL, sendo alçado à presidência do União Brasil-RJ em março, após a inativação do diretório estadual comandado por Rodrigo Bacellar, que foi cassado pelo TSE. Com uma trajetória política que inclui três mandatos como deputado estadual e uma eleição como prefeito em primeiro turno em 2024, Canella tem o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente nacional do União, Antônio Rueda.
No entanto, a investigação em andamento pelo MPRJ acendeu um sinal de alerta no PL, fortalecendo os argumentos de quem defende uma revisão na composição da chapa. Entre os nomes que estão sendo cogitados para assumir a vaga deixada por Cláudio Castro estão os deputados federais Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, e o senador Carlos Portinho, todos do PL-RJ.
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