Na última segunda-feira, 28 de maio de 2026, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras. Essa decisão, considerada histórica, interrompeu um longo relacionamento entre setores da esquerda brasileira e o crime organizado, evidenciado em interceptações da Polícia Federal desde 2019.
Flávio Bolsonaro, com apoio do irmão Eduardo e do jornalista Paulo Figueiredo, foi um dos principais articuladores dessa mudança junto ao governo Trump. O reconhecimento do caráter narcoterrorista dessas organizações reflete sua evolução para quadrilhas transnacionais, com operações que se estendem além das fronteiras brasileiras, alcançando Europa, África e Américas.
A nova classificação possibilita que o Brasil se integre ao Escudo das Américas, uma coalizão criada para combater o narcotráfico e o crime organizado. O pacto inclui compartilhamento de inteligência, coordenação militar e operações de combate, marcando uma mudança significativa na postura do Brasil em relação ao crime organizado, que até então era tratado de forma limitada.
“Banditismo estrutural” foi como alguns analistas definiram a relação entre a esquerda e o crime organizado, destacando o histórico de associações que remontam à década de 1970, quando o Comando Vermelho surgiu da aliança entre guerrilheiros e criminosos comuns.
A reação do campo lulopetista foi intensa, refletindo o temor de que essa nova classificação desfaça os laços que sustentaram sua influência. A pressão diplomática do governo anterior, que buscava evitar o enquadramento dessas organizações como terroristas, contrasta com a nova postura dos EUA, que parece reconhecer a profundidade da crise do narcotráfico no Brasil.
Recentes investigações, como a do escândalo do INSS, revelaram uma intrincada rede de empresas de fachada ligadas ao PCC e até ao Hezbollah, indicando que o problema é sistêmico. A prisão de Deolane Bezerra, uma influenciadora ligada ao PCC, exemplifica como o crime organizado se entrelaça com diversas esferas da sociedade.
A decisão dos EUA não é apenas técnica, mas um diagnóstico político que transforma a imagem do Brasil diante da comunidade internacional, evidenciando a vulnerabilidade do país a operações de lavagem de dinheiro e crime organizado. Os eventos recentes, incluindo prisões de líderes do PCC e de associações criminosas, indicam que a pressão já está gerando efeitos.
A sinalização de Flávio Bolsonaro neste contexto é clara: a luta contra o narcotráfico no Brasil está em um momento decisivo, e as eleições que se aproximam terão um impacto significativo na continuidade ou mudança dessa trajetória.




