Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) celebraram a recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. Essa avaliação por parte de pessoas próximas ao pré-candidato à presidência é de que tal medida pode fortalecer politicamente Flávio e atenuar a crise gerada pela divulgação de áudios em que o senador solicita R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Para os integrantes do círculo de Flávio, a decisão de Trump é interpretada como uma sinalização do presidente americano sobre a relevância do senador. Essa movimentação também abre possibilidades de apoio republicano à campanha eleitoral brasileira, especialmente considerando que o tema das facções criminosas foi abordado diretamente por Flávio em um encontro que ocorreu na tarde da última terça-feira, 26/05.
Conforme informações de empresários, o encontro entre Flávio e Trump não deveria, por si só, amenizar o desgaste do senador no setor produtivo, após a revelação dos áudios. No entanto, a decisão do presidente dos EUA em relação ao PCC e ao CV é vista por seu entorno como um fator novo que pode alterar essa percepção negativa.
Por outro lado, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstraram surpresa e preocupação com a nova classificação das organizações criminosas. Alguns interlocutores do petista não esconderam a apreensão e começaram a avaliar se essa decisão pode impactar a campanha do ex-presidente em sua busca pela reeleição. A estratégia definida pelo PT é reforçar o tema da soberania nacional como uma forma de conter eventuais avanços de Flávio nas pesquisas eleitorais.
“A decisão de Trump é um elemento novo que pode mudar o cenário político.”
Com as eleições se aproximando, a movimentação de Flávio e a repercussão da decisão de Trump demonstram como o cenário político brasileiro continua a ser influenciado por fatores externos, além de ressaltar a importância das alianças e das percepções de relevância no jogo eleitoral.
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