
Em um país onde o acesso à educação ainda é um desafio para milhares de famílias, a história de Francisco das Chagas Camelo, o Francisco da Merenda, escancara uma realidade que muitos preferem ignorar.

Ele não espera por promessas, nem depende de discursos. Natural de Santa Quitéria, no Ceará, Francisco decidiu agir. Com coragem e dignidade, percorre cidades do Nordeste vendendo adesivos para custear a formação dos filhos no ensino superior — algo que deveria ser direito, mas ainda é privilégio para muitos.
Nesta terça-feira, sua jornada chegou a Aracaju. Mais uma parada em um caminho marcado por sol, cansaço e incertezas, mas também por fé, determinação e amor incondicional.
A presença de Francisco nas ruas não é apenas uma história bonita — é um alerta. Enquanto políticas públicas falham em garantir oportunidades iguais, um pai assume sozinho a responsabilidade de mudar o destino da própria família.
Ele não pede favores. Trabalha. Luta. Insiste.
E, ao fazer isso, constrói não apenas o futuro dos filhos, mas também um exemplo que incomoda, provoca e inspira.
Até quando histórias como a de Francisco precisarão existir para que o básico seja garantido?
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