Claudio Lima Vasconcelos
Quando uma gestão se recusa a ouvir, o resultado não poderia ser outro: caos administrativo, decisões tomadas na surdina e uma distância cada vez maior entre o gabinete do prefeito e a voz legítima do povo — a Câmara Municipal.
A verdade é dura, mas precisa ser dita: a falta de alinhamento com o Legislativo virou marca registrada da gestão Vado Gavião. Projetos chegam sem explicação, decisões são atropeladas, vereadores são ignorados e o diálogo, que deveria ser rotina, virou exceção. No lugar de planejamento, vemos improviso. No lugar de transparência, acordos de corredor. No lugar de respeito ao eleitor, soberba.
E aqui fica a pergunta que ecoa nas ruas, nas rodas de conversa e, principalmente, no coração de quem acreditou em mudança:
Você votou para melhorar ou para reviver a mesma arrogância que castigou o município nos últimos anos?
O saldo do primeiro ano de governo não mente:
Pior índice de aprovação entre todos os prefeitos do Alto Sertão,
Base política rachada,
Aliados decepcionados,
Câmara de Vereadores deixada de lado,
Gestão travada, sem transparência e sem resultados concretos.
A população sente, os vereadores percebem, e até antigos apoiadores admitem: a esperança virou frustração. O que era para ser um novo tempo está se transformando rapidamente em repetição de velhas práticas que a cidade já não aceita mais.
Se o prefeito não mudar a rota imediatamente, 2026 promete ser ainda mais turbulento — e o eleitor, cansado de ser enganado, pode não perdoar na próxima oportunidade.
Essa é a realidade que Vado Gavião tenta empurrar para baixo do tapete. Mas o povo está vendo.
E, quando o povo abre o olho… ninguém segura.
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