O mercado editorial brasileiro apresentou um crescimento significativo em 2025, impulsionado principalmente pelas vendas ao setor privado. No entanto, as compras realizadas pelo governo apresentaram uma queda expressiva no mesmo período.
Os dados são da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, divulgada na última quinta-feira, 28 de maio, pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), com a análise da Nielsen BookData.
De acordo com o levantamento, as editoras conseguiram vender 185 milhões de exemplares físicos durante o ano de 2025, o que representa um aumento de 6,5% em comparação a 2024. O faturamento do mercado editorial alcançou R$ 4,5 bilhões, com um avanço nominal de 7,7% e um crescimento real de 3,3%.
As mulheres foram destaque como consumidoras, representando 61% do total de compradores de livros no Brasil. O segmento de obras gerais foi o principal responsável pelo resultado positivo do setor, correspondendo a 48% das vendas. Em seguida, estão os livros religiosos, que representaram 30%, e os segmentos didáticos e científicos, técnicos e profissionais (CTP), com 16% e 6%, respectivamente.
Quando se considera o total de mercado, incluindo tanto o setor privado quanto as compras públicas, o segmento de obras gerais produziu 100 milhões de exemplares e vendeu 102 milhões de unidades, o que representa um crescimento de 20,7%. O faturamento desse segmento foi de R$ 1,8 bilhão, em parte devido à popularização dos livros de colorir ao longo de 2025. A pesquisa também revelou um aumento no número de leitores entre jovens adultos com idades entre 18 e 34 anos.
Os livros religiosos tiveram um crescimento de 7%, enquanto o setor infantojuvenil avançou 5,3% no mesmo período. Apesar do crescimento no mercado privado, as vendas ao governo sofreram uma queda de 9,9% no faturamento em comparação a 2024. Ao se considerar tanto o mercado privado quanto as compras públicas, o setor editorial registrou um recuo de 2,9%.
A pesquisa ainda aponta que as compras governamentais costumam apresentar variações anuais devido à sazonalidade dos contratos públicos. Um ponto positivo destacado foi o aumento nas vendas em livrarias físicas, que tiveram um faturamento 12,4% superior ao ano anterior, enquanto as livrarias exclusivamente virtuais apresentaram um crescimento de apenas 1,5%. As lojas físicas foram responsáveis por 28,9% do faturamento total do setor em 2025.

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