O Centro de Aracaju virou palco de manifestações populares nesta sexta-feira, 24, com o Cortejo Cultural em celebração ao Dia da Sergipanidade. A atividade, realizada pelo Governo de Sergipe por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap) e da Secretaria Especial de Cultura (Secult), reuniu centenas de pessoas no calçadão da Rua João Pessoa e percorreu ruas centrais até a Praça Fausto Cardoso.
No trajeto, grupos tradicionais deram o tom da festa com música, dança e figurinos coloridos. Entre as atrações estiveram o Samba de Coco da Barra (Barra dos Coqueiros), a Batucada Buscapé (Estância), o Reisado Cheirosa do Quilombo (Laranjeiras), as Caceteiras de Mestre Rindá (São Cristóvão) e os Zabumbadores de Vila Lourdes (Aracaju).
Valorização das raízes
Para o presidente da Funcap, Gustavo Paixão, o cortejo simboliza “a alma da sergipanidade” ao levar às ruas expressões folclóricas de todas as regiões do estado. A assessora técnica da fundação, Grazzy Coutinho, destacou que cada ritmo apresentado “carrega séculos de história e resistência”.
Mestres e mestras dos grupos reforçaram a importância de manter vivas as tradições. Silmara Oliveira, do Samba de Coco, disse enxergar “alegria e satisfação” em cada integrante. Aos 82 anos, Zefinha da Batucada afirmou que seguirá promovendo a cultura “enquanto tiver força”. Mestra Cecé do Reisado Cheiroso lembrou que preservar a ancestralidade é “missão” dos participantes.
Público diversificado
Turistas de diversos estados acompanharam o desfile. Vindos de São Paulo, Pedro Garcia, Natália Roberta e Érico Vini ressaltaram a oportunidade de vivenciar de perto as tradições sergipanas. As paulistas Rafaela Pereira e Paula Caldas também elogiaram a receptividade local e a programação cultural inesperada.
Moradores da capital vibraram com a festa. A funcionária pública Ana Santos afirmou sentir “orgulho” em ver as ruas tomadas por expressões que remetem às origens sergipanas.
Festival continua
O Cortejo Cultural integra o Festival Sergipanidade, que segue até domingo, 26, com programação gratuita em vários espaços culturais do estado. A agenda inclui debates, exposições, rodas de conversa, apresentações de dança, circo, teatro, lançamentos de livros e homenagens a personalidades e patrimônios vivos.
Com atividades distribuídas ao longo do mês, o festival celebra a identidade, a história e os saberes do povo sergipano.
Com informações de Governo de Sergipe
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