O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, estabeleceu um acordo com a cúpula do Partido Liberal (PL) para receber um salário bruto de R$ 38 mil mensais. Além disso, ele montou um escritório de advocacia voltado para causas cíveis. A informação foi divulgada no dia 29 de maio de 2026.
A decisão de buscar novas fontes de renda veio após a desistência de Castro em disputar uma vaga no Senado Federal, devido ao avanço de investigações criminais relacionadas à sua gestão. As investigações, que incluem a devassa da Polícia Federal, resultaram na apreensão de cinco celulares do ex-governador em apenas onze dias, em duas operações distintas.
Na primeira operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os agentes da PF realizaram buscas em um apartamento na Barra da Tijuca. Um porteiro do condomínio informou que Castro residia, na verdade, na cobertura do edifício, que está registrada em nome de uma empresa do ex-secretário estadual Mauro Farias. Os policiais apreenderam três celulares e um tablet nesse local.
No dia 26 de maio, uma nova busca, ordenada pelo ministro André Mendonça, também do STF, resultou na localização de mais dois celulares na residência de Castro. Os peritos estão analisando as agendas de contatos e conversas do político. A defesa de Castro planeja contestar as acusações de enriquecimento ilícito, apresentando uma lista de despesas familiares que totalizam R$ 28 mil mensais, incluindo o aluguel da cobertura e a escola dos filhos.
O escritório de advocacia de Cláudio Castro está localizado na Rua da Assembleia, no Centro do Rio de Janeiro, mas ainda não emitiu nenhuma nota fiscal. Para gerar uma receita rápida após deixar o Palácio Guanabara, ele vendeu um apartamento no bairro do Itanhangá por R$ 150 mil e cobrou do governo estadual R$ 142 mil referentes a férias acumuladas durante seu mandato.
Além disso, a Polícia Federal continua monitorando a evolução dos bens de Castro, que é mencionado em inquéritos sobre propinas em refinarias e bancos privados. Os investigadores notaram que a cobertura onde ele reside passou por uma reforma luxuosa logo antes de sua mudança, e que o imóvel foi adquirido em 2023 por R$ 3,5 milhões pela empresa imobiliária do ex-secretário de Transformação Digital do estado.
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