O Cemitério dos Náufragos, localizado na Praia do Mosqueiro, passou a integrar oficialmente o rol de bens protegidos de Aracaju. A proteção foi assegurada pela Lei nº 6.290/2025, sancionada no fim de dezembro de 2025, resultado do Projeto de Lei nº 71/2025, de autoria do vereador Iran Barbosa (PSOL).
O reconhecimento municipal soma-se ao tombamento estadual já existente, reforçando o valor histórico do espaço. Conforme a legislação, bens culturais de natureza material podem englobar imóveis, como cidades históricas e sítios arqueológicos, ou coleções móveis, a exemplo de acervos museológicos e documentais.
Fundado pelo médico Carlos Moraes de Menezes durante a Segunda Guerra Mundial, o cemitério abriga vítimas de ataques de um submarino alemão que atingiram a costa sergipana. Três navios locais afundaram no período, e a âncora de uma das embarcações permanece exposta no local como marco simbólico.
Pesquisa do historiador Luiz Antônio Cruz, doutor em História Social pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), aponta Sergipe como um dos estados brasileiros mais impactados pelo conflito: dos 1.051 mortos registrados em ações navais no país, 551 ocorreram na costa sergipana.
Com a nova lei, Aracaju reforça a preservação da memória relacionada à participação do estado na Segunda Guerra Mundial, garantindo cuidados e incentivo à visitação do Cemitério dos Náufragos.
Com informações de Portal Infonet
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