A Agência Nacional de Águas (ANA) anunciou que o Sistema Cantareira permanecerá na Faixa 2 – Atenção durante todo o mês de junho. Essa decisão implica em restrições na captação de água dos rios e reservatórios, em um período crítico que se estende até novembro.
Na Faixa 2, a Sabesp, responsável pelo abastecimento de água em São Paulo, poderá captar até 31 m³/s, um volume inferior ao normal, que é de 33 m³/s. Essa medida visa equilibrar os reservatórios dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, essenciais para o abastecimento de água na região.
O Cantareira, localizado ao norte e nordeste da região metropolitana de São Paulo, é o maior dos sete sistemas de abastecimento da área, fornecendo cerca de metade do total de água disponível para 38 municípios.
“A ANA e a SP Águas reforçam a importância da adoção de medidas operacionais de gestão da demanda no contexto dos serviços de abastecimento de água, tanto para a redução do consumo quanto para o estímulo ao uso racional do recurso pela população”, destacou a agência reguladora em comunicado.
Além disso, a Sabesp já implementa ações contínuas para diminuir as perdas de água, como a redução da pressão em determinados períodos do dia, uma estratégia adotada desde a estiagem do ano anterior.
O estado de São Paulo tem tomado medidas preventivas em face de um possível agravamento das secas, especialmente considerando a alta probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño neste ano.
Em uma operação paralela, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e batalhões da Polícia Militar Ambiental realizaram uma ação voltada à prevenção de incêndios e queimadas, resultando na identificação de irregularidades em 179 locais. Foram lavrados 639 Termos de Vistoria Ambiental, além de cinco boletins de ocorrência.
“Durante os trabalhos, verificamos as condições de manutenção dos aceiros (faixas sem vegetação que servem como barreiras contra o avanço das chamas), além da situação das faixas de domínio às margens de estradas e linhas férreas. No setor sucroalcooleiro, a fiscalização também incluiu a análise dos planos de prevenção a incêndios e da adoção efetiva de medidas preventivas”, informou o Ministério Público.
Desde 2024, o programa de prevenção a incêndios e queimadas foi aprimorado. Naquele ano, as lavouras de cana sofreram incêndios extensos, provocando fumaça que atingiu grandes cidades, incluindo a capital. Desde então, os órgãos de fiscalização ambiental, a Defesa Civil e outras instituições têm atuado em conjunto para evitar a repetição desse cenário.



