A Caixa Econômica Federal inicia na próxima quarta-feira (22/4) a operação das novas regras do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV). As mudanças, aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS e regulamentadas pelo Ministério das Cidades, ampliam limites de renda e valores de imóveis, permitindo que mais famílias tenham acesso ao financiamento habitacional.
Faixas de renda atualizadas
Com a revisão, o programa passa a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. Confira os novos enquadramentos:
- Faixa 1: renda de até R$ 3.200 (antes R$ 2.850) e imóveis de até R$ 275 mil.
- Faixa 2: renda de até R$ 5.000 (antes R$ 4.700) e imóveis de até R$ 275 mil.
- Faixa 3: renda de até R$ 9.600 (antes R$ 8.600) e imóveis de até R$ 400 mil (antes R$ 350 mil).
- Faixa 4 – Classe Média: renda de até R$ 13.000 (antes R$ 12.000) e imóveis de até R$ 600 mil (antes R$ 500 mil).
Taxas de juros e prazos
No MCMV, as taxas variam entre 4,00% e 8,16% ao ano para rendas de até R$ 9,6 mil, com desconto de 0,5 ponto percentual para cotistas do FGTS. O prazo pode chegar a 420 meses.
Para a modalidade Pró-Cotista, a taxa é de 8,66% ao ano, sem limite de renda, e o valor máximo do imóvel é de R$ 500 mil. Já para a Classe Média, a taxa é de 10% ao ano, com imóveis de até R$ 600 mil e prazo de até 420 meses.
Reenquadramento de famílias
As alterações permitem que famílias que ganham cerca de R$ 3 mil migrem da Faixa 2 para a Faixa 1, obtendo juros reduzidos em pelo menos 0,25 ponto percentual e custo total menor no financiamento.
Como simular e contratar
Interessados podem fazer a simulação no site da Caixa ou pelo aplicativo Habitação Caixa. A contratação também poderá ser concluída pelas plataformas digitais ou em agências do banco.
O presidente da Caixa, Carlos Vieira, destacou que a ampliação dos tetos de renda e de valores dos imóveis aumenta o leque de opções para quem busca a casa própria, sem perder o caráter social do programa. Para a vice-presidente de Habitação, Inês Magalhães, a atualização das regras acompanha a realidade atual das famílias e do mercado imobiliário, contribuindo para reduzir o déficit habitacional.
As novas condições entram em vigor em todo o país a partir de 22 de abril.
Com informações de Infonet
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