No programa Oeste Com Elas, realizado na sexta-feira, 29 de maio de 2026, o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) manifestou sua satisfação e análise sobre a recente classificação das organizações criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas pelos Estados Unidos.
Bilynskyj enfatizou que, a partir dessa mudança, o governo norte-americano irá aumentar significativamente seus esforços no combate a essas facções. “O orçamento dos Estados Unidos para o enfrentamento ao terrorismo é muito maior. Essa decisão é uma grande vitória do nosso presidente Flávio”, afirmou o deputado.
“É uma decisão soberana dos EUA. Do ponto de vista orçamentário, como organizações terroristas, quem vai combater essas organizações é o Departamento de Defesa. Antes, isso era feito pelo FBI. A diferença de orçamento entre os dois é de cem vezes. O Departamento de Defesa tem cem vezes o orçamento do FBI. Então, agora, a gente vai ver o emprego de muito mais dinheiro no combate ao PCC e ao CV por parte dos Estados Unidos.”
O anúncio da inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas estrangeiras foi feito oficialmente nesta semana e entrará em vigor no dia 5 de junho, conforme confirmado pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Por outro lado, o governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já se manifestou contra essa decisão. Integrantes do Planalto argumentam que as facções estão motivadas por questões econômicas e não ideológicas, o que, segundo eles, descaracterizaria a natureza terrorista das organizações.
O assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, comentou que equiparar crime organizado a terrorismo “não ajuda” no combate às organizações criminosas.
Ministros do governo Lula estão avaliando os possíveis impactos diplomáticos e financeiros dessa medida em uma reunião de emergência. Parte da equipe manifesta preocupação com a possibilidade de que essa classificação possa resultar em pressões internacionais ou ações unilaterais dos Estados Unidos na região, afetando a soberania do Brasil.




