O Banco de Leite Humano (BLH) Marly Sarney, ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Sergipe, está com estoque reduzido e necessita de doações para suprir a demanda de bebês prematuros internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL).
Demanda acima da oferta
Segundo a gerente do BLH, a nutricionista Míriam Duarte, o volume atual de leite disponível é insuficiente para atender todos os recém-nascidos. Mulheres que estão amamentando e possuem produção excedente podem se cadastrar como doadoras.
Números de 2025
No ano passado, o banco contou com 583 doadoras e distribuiu 1.172 litros de leite pasteurizado, além de 1.070 litros provenientes da Sala de Manejo da própria maternidade. Mais de 1.500 bebês da Utin foram beneficiados.
Atendimentos e ações
Em 2025, a unidade realizou 2.950 consultas pediátricas, 1.400 atendimentos de enfermagem, 498 atendimentos de assistência social e 1.381 visitas domiciliares. A equipe também participou de 26 capacitações. Já a Sala de Manejo, localizada na MNSL, registrou 6.780 atendimentos, média de 565 por mês.
O BLH ainda promove coleta domiciliar, faz a pasteurização do leite doado e oferece suporte a mães internadas na maternidade para ordenha e amamentação.
Expansão da rede
Durante o ano passado, profissionais do banco colaboraram com a estruturação de duas Salas de Apoio à Amamentação: uma no Hospital da Criança, em Aracaju, e outra no Centro de Referência Leonor Franco, em Estância.
Rede estadual de bancos e postos
Além do BLH Marly Sarney, Sergipe conta com os bancos de leite Zoed Bittencourt (Maternidade Zacarias Júnior, Lagarto) e Irmã Rafaela Pepel (Maternidade São José, Itabaiana). Na capital, há postos de coleta na Maternidade Santa Isabel (Dr. Fernando Guedes) e na Maternidade Municipal Lourdes Nogueira.
Como doar
Lactantes com exames pré-natais em dia podem entrar em contato pelo telefone (79) 3226-6301, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, ou comparecer à Rua Mato Grosso, s/n, bairro José Conrado de Araújo, em Aracaju, para receber orientações.
A doadora Catarina Souza, 39 anos, que compartilhou leite por nove meses no último período de amamentação, incentiva outras mulheres a colaborar. “Leite humano é vida e saúde”, afirmou.
Com informações de Infonet
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