Durante o Agosto Lilás, Prefeitura de Aracaju amplia orientações a profissionais de Saúde. De janeiro a junho de 2026, notificações de violência contra mulheres cresceram 60,3%.
Informação e acolhimento para romper o ciclo da violência. Com esse foco, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), intensifica durante o Agosto Lilás as ações de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres.
As atividades são coordenadas pelo Núcleo de Prevenção de Violência e Acidentes (Nupeva) e envolvem profissionais de diferentes serviços da rede municipal de saúde. A iniciativa busca orientar as equipes para o atendimento humanizado das vítimas e fortalecer a articulação com a rede de proteção.
Entre 2020 e 2025, Aracaju registrou 2.677 notificações de violência contra mulheres residentes no município, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan/Viva). Desse total, 1.643 ocorrências aconteceram na própria residência das vítimas. Mais da metade dos registros corresponde a mulheres entre 18 e 39 anos.
O município também contabilizou 229 notificações de violência autoprovocada associadas a situações de sofrimento agudo em contextos de vínculos tóxicos ou abusivos. Os bairros Santa Maria, Santos Dumont e Olaria concentram o maior número de notificações.
Dados parciais de 2026 reforçam a necessidade de atuação permanente. Entre janeiro e junho, foram registradas 359 notificações, contra 224 ocorrências no mesmo período do ano anterior, o que representa aumento de aproximadamente 60,3% nos casos notificados.
Diante desse cenário, o Nupeva promove ações de educação permanente nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), no Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar), nas Unidades de Saúde da Família (USFs), hospitais e outros serviços da rede municipal.
As orientações abordam a Lei Maria da Penha, as políticas públicas de proteção às mulheres, a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a importância da notificação dos casos de violência como instrumento de cuidado e de planejamento das políticas públicas.
Segundo a referência técnica do Nupeva, Lidiane Gonçalves, a atuação dos profissionais deve começar pelo acolhimento e pela escuta qualificada, sem julgamentos, incluindo a identificação de possíveis sinais de violência, a notificação e o encaminhamento das vítimas aos serviços da rede de proteção.
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